Carreiras & Pessoas – Entrevista Luís Antunes da PHC

Luís Antunes da PHC - comunicaRH

Fomos entrevistar Luís Antunes, Diretor de Recursos Humanos, na PHC para perceber um pouco do seu percurso profissional e os ingredientes necessários para ser um profissional de sucesso.

A PHC Software é uma multinacional de origem portuguesa, fundada em 1989 e com 227 colaboradores. Conta com alguns prémios relevantes que refletem muito do trabalho de uma gestão de recursos humanos de excelência: a empresa mais feliz para trabalhar em Portugal, 5ª Melhor Empresa para Trabalhar, Prémio Resiliência, Marca de excelência Superbrand, entre outros.

1 – Qual a sua formação de base e que outras formações concluiu – académicas e/ou profissionais – para o desempenho das suas funções?

Sou licenciado em Psicologia pelo ISPA, onde conclui igualmente o mestrado integrado em Psicologia Social e das Organizações. Recentemente fiz uma pós-graduado em Gestão de Pessoas e Felicidade Organizacional pela Universidade Atlântica. Durante a minha vida profissional, que começou em 1998, fiz muitas formações em várias áreas de gestão de recursos humanos, sobretudo em desenvolvimento de pessoas. Tenho também sido convidado para lecionar em várias universidades, onde acabo por estar sempre em contacto com o meio académico o que me permite acompanhar as grandes tendências de gestão de recursos humanos.

2. Qual foi o seu percurso para chegar à sua atual posição? Quando percebeu que era este o seu propósito? Foi premeditado, ou foi acontecendo?

Comecei a minha carreira profissional como Consultor de Recursos Humanos. A primeira empresa onde trabalhei foi a Ray & Berndtson, uma empresa de Executive search, onde fui Researcher. Na CEGOC fui Consultor de Recrutamento e Seleção, Assessment Centers e Formador. A última consultora onde trabalhei foi a Mercer onde trabalhei na área de human capital como Consultor. Posteriormente passei pela Allianz onde fui responsável do Departamento de Formação e Desenvolvimento e mais tarde fui Diretor Adjunto de Recursos Humanos no Banif, onde liderei todas as equipas de recursos humanos, desde a área de formação, recrutamento e área administrativa. Desde 2015 que sou People Experience Director na PHC Software, uma empresa com uma cultura apaixonante onde procuramos trazer todos os dias o Best Experience at Work para quem trabalha connosco.

Desde que entrei para a universidade que tinha como objetivo trabalhar em recursos humanos. Por isso nunca tive muitas dúvidas quando cheguei ao terceiro ano e escolhi a área de organizações em vez da área de psicologia clínica. Não tinha planeado começar pela consultoria, mas foi muito importante os primeiros sete anos terem sido em consultoras, pois isso ajudou-me a estruturar o pensamento e a intervenção nas organizações. Depois passei por grandes empresas onde conheci estruturas mais complexas e com grandes desafios de desenvolvimento de recursos humanos, de reestruturação organizacional e com culturas muito diversificadas. Isso deu-me uma visão muito holística do mundo da gestão de pessoas.

3. Quais são os maiores desafios da profissão e que conselhos daria a jovens gestores de pessoas que queiram seguir um trajeto semelhante ao seu?

Diria que um dos maiores desafios que sinto é a necessidade de estarmos sempre em processo de adaptação e aprendizagem perante um mundo que muda todos os dias e a um ritmo alucinante – o que chamamos de mundo VUCA – um acrónimo que em português significa volátil, imprevisível, complexo e ambíguo. Mas o maior desafio é ajudarmos todos aqueles que trabalham connosco e que precisam da nossa ajuda para crescer na sua carreira, para se desenvolverem e tornarem-se melhores seres humanos e melhores profissionais. A função de gestão de pessoas é cada vez mais de apoiar e de estar ao serviço dos outros.

Para os jovens gestores de pessoas aconselho a aproveitarem cada oportunidade para darem o melhor de si e aprenderem. As aprendizagens que tiverem hoje vão ser essenciais para o futuro. Por outro lado, arrisquem e não tenham medo de tentar coisas novas, mesmo que isso implique errarem. A aprendizagem ao longo da vida é também um ponto essencial nesta profissão, pois a necessidade de conhecer e aprender novos temas, tecnologias e tendências é uma constante – sejam esponjas de conhecimento.

4. Daquilo que é a sua visão do mercado, quais as competências cruciais para o sucesso do gestor de pessoas do futuro? 

O desenvolvimento de equipas, flexibilidade, pensamento crítico, inovação, resolução de problemas complexos, liderança e capacidade de influência social são algumas das competências que foram identificadas pelo World Economic Forum como essenciais para o futuro. Selecionei estas porque as considero primordiais para o desenvolvimento de uma carreira na gestão de pessoas. Sem as mesmas não será possível trilhar uma carreira de sucesso e fazer a diferença na estratégia de gestão de uma organização. E acrescentaria uma – a genuinidade – quando somos verdadeiros em tudo o que fazemos, tudo corre melhor e criamos momentos de verdade. Gerir pessoas é gerir com verdade e empatia. São dois aspetos fundamentais para qualquer líder.

Entrevista realizada por Iúri Branco, Parceiro de Conteúdo da comunicaRH.

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