Pandemia e o surgimento de novos líderes nas empresas

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Com o eclodir da Covid 19, todos fomos pegos de surpresa e entramos em modo ‘pânico’, onde cada um procurava formas diferentes de se proteger da doença e aprendendo a lidar com os efeitos da mesma na forma de viver e na economia.

Em Moçambique, o pânico foi generalizado como em muitos países africanos, pois dizia-se que África seria o continente mais afectado pela pandemia, e isso fez com que muitos líderes deixassem seus cargos, uns voltaram para seus países de origem, outros porque as empresas foram forçadas a reduzir custos, outros porque as empresas fecharam e suspenderam contratos.

Mas depois do pânico, muitas empresas voltaram a operar com recursos humanos mínimos, também havia necessidade de ter pessoas a liderarem as equipes e muitas das escolhas dos novos líderes, foram feitas sem observância dos requisitos básicos. Muitos bons profissionais nas suas áreas de actuação foram jogados em cargos de liderança sem nenhum preparo.

Tirar um profissional da sua área de actuação para torná-lo líder é um desafio enorme, tanto para quem indica este novo líder e para a própria pessoa, porque muitas vezes em casos de emergência, acaba-se recorrendo a quem faz bem o seu trabalho, no dia a dia, mas corre-se o risco de perder este grande profissional na sua área, para um líder medíocre.

É preciso que quem nomeia saiba dar as ferramentas para o sucesso deste novo líder.

E agora? Como fazer a transição, de ser liderado para ser líder.

O novo líder deve saber como se desligar da anterior função para ser líder e para isso precisa de suporte e ferramentas que lhe irão permitir, alcançar o sucesso, pois não nos devemos esquecer, que o mesmo irá encontrar alguma resistência por parte dos colegas a quem ele agora deve motivar, inspirar, delegar e guiar.

Liderança circunstancial é inicialmente fadada ao fracasso, uns têm a sorte de ter formação para tal, outros simplesmente, acabam fazendo o trabalho a dobrar para garantir que este esteja bem feito, porque não consegue se desligar da anterior função e não sabe delegar.

As empresas que tiveram que optar por este método, devem pensar como nutrir este novo líder de ferramentas para o seu sucesso e não simplesmente, colocar alguém num cargo de liderança apenas para que empresa tenha um líder a quem se possa responsabilizar pela mesma.

Desafios dos novos líder

O novo líder, ao aceitar o cargo, deve procurar se formar, pesquisar, questionar, procurar apoio para ser bem sucedido. Deve aprender a delegar e isso só será possível quando começar a confiar na sua equipa de trabalho. Deve estar atento para não cair no erro de fazer o seu trabalho e dos outros. Ficar atento para não deixar a equipa de trabalho para trás enquanto tenta se firmar.

Acima de tudo, seja honesto consigo sempre.

Dever da equipe de gestão

A equipe que nomeia este novo líder, deve providenciar formação adequada para que este possa ser bem sucedido, dar acompanhamento, feedback honesto, suporte constante para que o mesmo se sinta motivado e acredite que pode alcançar o sucesso. Não podemos esquecer que este profissional, vai encontrar resistência por parte dos colegas, o que pode gerar insegurança.

A pandemia está a ter um impacto negativo na economia global. Em Moçambique, muitas empresas perceberam que podem operar com recursos humanos mínimos. Para algumas, o resultado está a ser positivo, porque perceberam que na verdade tinham recursos humanos acima do necessário, mas outras estão a colocar em risco a qualidade de seus serviços, operando muito abaixo do ideal.

Muitas organizações pecam por achar que se um colaborador é bom no que faz, logo, pode liderar, não é verdade, o resultado pode ser, um bom profissional frustrado.

Não é justo jogar um profissional sem as devidas ferramentas aos lobos e esperar resultados positivos. É de louvar, promoções internas, para cargos de liderança, mas é preciso que este exercício seja feito de forma honesta, com o objectivo real e seja um processo eficaz.

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Uma resposta

  1. O tema é muito importante para os dias de hoje, o impacto da pandemia em algumas empresas foi devastador, por falta de conhecimentos e ou lacunas dos seus líderes.

    Como se tratando de uma situação pontual, as empresas ao escolherem líderes substitutos devem ter em consideração, o dom nato do indivíduo e não discurar do factor treinamento para melhor desempenho

    Obrigado por partilhar este conhecimento

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