Daniel Luz

Chief Learning Office Universo Corporativo

Como em todas as calamidades globais ou nacionais, a pandemia do COVID-19 causará uma enorme “reinicialização”.

Como foi na pandemia de 1918, nos furacões, terremotos e tornados devastadores que o mundo já teve e outras tragédias de grandes proporções, as pessoas avaliam suas vidas e, em alguns casos, descobrem que há algo, muito mais importante, do que aquilo que estavam fazendo antes da tragédia. É natural, quando confrontado com a nossa mortalidade, reavaliarmos a vida. O que as pessoas diriam sobre nós se morrêssemos nesse momento? Como seria o nosso obituário?

Não são muitas as pessoas que já leram o próprio obituário. Alfred Nobel leu. Nobel estava doente já há algum tempo e alguém anunciou falsamente que ele tinha morrido. Imagine sua surpresa quando abriu o jornal de manhã e viu sua morte noticiada!

Ao ler os curtos parágrafos que resumiam sua vida e obra, ficou inco­modado ao ver que era mencionado apenas como o homem que in­ventara a dinamite. A nota descrevia toda a destruição que a invenção causara. Nobel deplorou a ideia de ser lembrado como criador de algo que fora usado para destruir tantas vidas.

Depois de ler o seu obituário, Nobel decidiu mudar sua vida. E resolveu dedicá-la a um novo ideal: a busca da paz. Hoje lembramos de Alfred Nobel não como o inventor da dinamite, mas como o fundador do prê­mio Nobel da Paz.

A história de Nobel ilustra uma verdade importante: nunca é tarde demais para mudar o rumo de nossa vida.

Se não mudamos, não crescemos. Se não crescemos, não estamos re­almente vivendo. O crescimento exige uma perda temporária de segu­rança. Isso pode significar o abandono de um padrão familiar e limitador, de um emprego seguro, mas não gratificante, de valores em que não se crê mais, de relacionamentos que perderam seu significado…

Como Dostoiévski afirmou: “Dar um novo passo e divulgar algo totalmente novo são as coisas que as pessoas mais temem.”

Não consigo imaginar coisa pior do que viver uma vida estagnada, destituída de mudança e de progresso.

A maioria das pessoas luta contra as mudanças, especialmente se elas nos afetam pessoalmente. Como o romancista Leon Tolstói escreveu: “Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo.” A ironia é que a mudança é inevitável. Todos têm de lidar com ela. Por outro lado, o crescimento é opcional. Você pode optar por crescer ou lutar contra isso, mas saiba de uma coisa: pessoas que não querem crescer nunca alcançarão seu potencial.

Quanto você mudou… ultimamente? Digamos, na última semana? E no último mês? O último ano, como foi? Você consegue ser bastante específico? Sabemos que a tendência das pessoas é continuar na rotina quando o assunto é crescer e mudar. Crescimento é uma escolha, uma decisão que realmente pode fazer diferença na vida de uma pessoa.

A maioria não percebe que as pessoas bem ou mal sucedidas não diferem substancialmente em suas habilidades. Elas são diferentes no desejo de alcançar seu potencial. E nada é mais eficiente que o compromisso com o crescimento pessoal quando o assunto é alcançar seu potencial.

O que será dito no seu in memoriam? O que estará escrito em seu obituário? Alfred Nobel leu o seu próprio e mudou. Você pode começar a concretizar algumas mudanças agora mesmo.

Que mudanças adiadas por muito tempo você precisa fazer AGORA?

O que está te impedindo?

Por quê?

O mundo está sendo virado de cabeça para baixo na esteira do COVID-19 e, em vez de se preocupar com isso, talvez possamos imaginar como podemos usar esse Grande Reset para fazermos as mudanças que temos procrastinado!

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