Alexandra Beirão Mendes

Dir. Recursos Humanos da Crioestaminal, mãe de 4 filhos

Normalmente, sei que é Dia da Mulher quando vou a caminho do trabalho e algum locutor da rádio faz referência a esse facto. Embora não tenha uma opinião muito fechada sobre a necessidade de haver, ou não, um Dia da Mulher, sempre que oiço “Hoje, é o Dia da Mulher”, não posso deixar de sorrir. Sou mulher e gosto muito de o ser.

Sou Diretora de Recursos Humanos da Crioestaminal, o maior banco familiar de criopreservação de células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical, em Portugal.

A Crioestaminal, que se dedica a preservar as células estaminais do cordão umbilical dos recém-nascidos, tem um cuidado especial com as Mulheres, enquanto futuras mães.

Apesar de toda a nossa comunicação ser para a família, e a decisão de guardar as células estaminais ser uma decisão do casal, a mãe tem um papel especial. O parto, é um momento único, no qual nasce um bebé.

Assim, o parto é também o momento em que “nasce uma mãe”. E é no momento imediatamente após a separação de mãe e bebé, através do corte do cordão umbilical, que são colhidas as células estaminais.

Gravidez, recém-nascido, nascimento, mãe e maternidade, são palavras-chave para a Crioestaminal. Portanto, usamo-las diariamente numa comunicação clara, simples e com todo o cuidado para não criar falsas expectativas.

De fato, sendo uma organização intimamente ligada à maternidade, não podíamos ser diferentes no que refere ao cuidado que temos com as nossas colaboradoras-mães.

Na Crioestaminal somos muitas mulheres. Entretanto, olhando para os nossos números, quase podíamos-ser acusados de privilegiar as mulheres. Mas não, isso não acontece.

Quando abrimos uma vaga de emprego, temos sempre muito mais candidatas, do que candidatos. Talvez as mulheres se identifiquem mais com a nossa atividade…

Portanto, quando uma empresa tem muitas mulheres jovens, tem sempre muitas grávidas. 52% das mulheres da Crioestaminal são mães. A princípio, uma percentagem que vai com toda a certeza aumentar nos próximos anos, pois a média de idades das mulheres da Crioestaminal ronda os 30 anos.

Um dado interessante, que me apercebi muito recentemente quando olhava para os números, é que quase todas as nossas mães tiveram bebés, pelo menos uma vez, já como trabalhadoras na Crioestaminal. 

Entretanto, temos mães com 1 filho, mas temos muitas mães com 2, 3 ou 4 filhos. Temos uma mãe com 6 filhos! Como curiosidade, a nossa colaboradora que tem 6 filhos, teve todos os filhos, enquanto colaboradora da Crioestaminal!

No ano em que eu estive grávida, da minha filha mais nova, éramos 10 grávidas na organização. Para qualquer organização, é um desafio lidar com as baixas de gravidez e licenças de maternidade. E para nós também é, mas ter grávidas é algo natural e que nos enche de orgulho.

A flexibilidade de horários, que proporcionamos a todos os colaboradores, tem para as recém-mães e também para os recém-pais uma importância chave.

Assim sendo, sabemos que as nossas mães (e pais) serão sempre nossas embaixadoras, trabalhem no laboratório, na gestão de clientes ou em qualquer outro departamento da empresa. Quem melhor para explicar o que faz a Crioestaminal, do que uma mãe (ou pai) que aqui trabalha?

Todas as nossas colaboradoras (e colaboradores), quando vão ter um bebé, recebem um kit de nascimento, que inclui, para além de várias prendas para o bebé, o serviço de criopreservação mais avançado que disponibilizamos (armazenamento do sangue e do tecido do cordão umbilical,incluindo o processamento adicional de uma amostra de tecido).

Este ano, por conta de um vírus, que não vale a pena dizer o nome, não oiço rádio a ir para o trabalho. Estou a trabalhar em casa. Estou em teletrabalho. A trabalhar e a apoiar a minha filha de 7 anos.

Sei que é Dia Internacional da Mulher, porque me convidaram a escrever um artigo e eu escolhi falar da organização onde trabalho. Uma organização que se preocupa com os seus colaboradores e sabe o valor de flexibilizar o horário de trabalho.

A Crioestaminal tem 85% de mulheres, hoje é o nosso dia, mas sentimo-nos valorizadas todos os dias.

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