Barómetro C-suite Mazars 2021: da intenção à ação

Fusão e aquisição, Mazars - comunicaRH
  • Empresas dizem que as transformações em tecnologia (68%) e estratégias de sustentabilidade (62%) são as mais prováveis.
  • Critérios ESG marcam agenda dos C-suite: três quartos dos inquiridos planeiam aumentar o investimento em iniciativas de sustentabilidade e a maioria assumiu compromissos públicos numa série de tópicos ESG.
  • Pesquisa sugere, contudo, uma lacuna entre a intenção e a ação.

De acordo com o Barómetro C-suite da Mazars, os profissionais C-suite estão prontos para responder às tendências e transformações futuras. Mas estarão prontos para passar das intenções às ações?

A Mazars, firma internacional de auditoria, fiscalidade e consultoria, lança o seu Barómetro C-suite 2021: “Time for action”. Realizado no quarto trimestre de 2021, o Barómetro Mazars C-suite consultou mais de 1.000 executivos de 39 países em todo o mundo para compreender que oportunidades e desafios enfrentam.

Mark Kennedy, Partner e membro do Group Executive Board da Mazars, explica: “Conduzimos o nosso barómetro anual para ouvir e entender as oportunidades e desafios que os nossos clientes estão a enfrentar. Uma das constatações mais significativas do estudo foi a sensação de confiança e resiliência demonstradas: com o impacto contínuo da pandemia, o aumento da inflação e o terrível ataque à Ucrânia, estas são qualidades que voltarão a ser testadas este ano.”

Transformações tecnológicas e de sustentabilidade

A pesquisa concluiu que a expetativa dos líderes é que os seus negócios passem por transformações, sendo que as relacionadas com tecnologia e sustentabilidade são as mais prováveis: 68% esperam passar por uma transformação tecnológica e 62% esperam uma transformação na sua estratégia de sustentabilidade nos próximos três a cinco anos.

Sentimento de confiança e resiliência

As empresas estão confiantes de que podem responder às tendências: 94% acreditam na sua resposta às tendências em tecnologia/inovação; 91% perante as expectativas de governança, ética e responsabilidade social; e 90% a novos ou mais complexos requisitos regulatórios. A maioria (88%) acredita ter resiliência para enfrentar uma crise. Face ao aumento dos riscos de cibersegurança, a maioria (68%) está confiante que os seus dados estão completamente protegidos.

ESG na agenda C-suite: hora de passar da intenção à prática

As empresas esperam transformar as suas estratégias de sustentabilidade, aumentar o investimento neste tipo de iniciativas e estão a assumir compromissos públicos numa série de tópicos ESG. Os critérios ESG são claramente o foco dos profissionais C-suite.

Chris Fuggle, Co-Head of Sustainability na Mazars, comenta: “O grande desafio é transformar intenções e compromissos em estratégias realizáveis. É fundamental criar conhecimento sobre os ESG nos níveis mais altos, incorporá-lo na estratégia de negócios e ter um plano de acompanhamento diário. Esta não é uma solução rápida, mas o importante é começar a caminhar neste sentido.”

Da estratégia à ação

Considerando as transformações esperadas, a confiança para responder às tendências, os investimentos planeados e os compromissos assumidos com os critérios ESG, parece haver uma lacuna entre intenção e ação.

Ter os programas a decorrer e os líderes certos, com as competências certas, será crucial. A pesquisa identificou as três competências mais importantes que os líderes precisarão para os próximos três a cinco anos: visão estratégica e planeamento; pensamento analítico e resolução de problemas; inovação e criatividade.

Com foco nos critérios ESG e elevada confiança para responder às expetativas de governança, ética e responsabilidade social, talvez seja surpreendente que o “sentido de propósito para o futuro da organização”, a “ética para conduzir e liderar com responsabilidade” e a “inteligência emocional” não estejam no topo da lista.

Kennedy comenta: “A competição por talentos é feroz, principalmente com o aumento dos critérios ESG e das expectativas das pessoas sobre a forma como as empresas se devem comportar. As organizações que demonstrarem os seus valores e a sua visão, e que conseguirem desenvolver, recrutar e capacitar as suas pessoas com as competências certas, têm a oportunidade de construir uma vantagem competitiva.”

A investigação mostra que as empresas se sentem preparadas e confiantes para responder às tendências e transformações futuras. Mas, para cumprir as suas promessas, precisam de concentrar os investimentos e garantir que as suas estratégias são alcançáveis. Agora é hora de agir.

Sobre o estudo

O barómetro C-suite da Mazars foi projetado e conduzido pela GQR Research, em colaboração com a Mazars. Os dados foram recolhidos através de um inquérito online entre 24 de setembro de 2021 e 25 de outubro de 2021. A amostra total é N=1.130, com 1.096 provenientes de painéis online e 34 convidados diretamente pela Mazars por e-mail.

*quando permitido pela legislação local.

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