Elsa Benavente

Diretora de Desenvolvimento de Recursos Humanos na J. J. Louro Pereira

Num mercado de trabalho cada vez mais competitivo como o que existe nos dias de hoje, a atração e retenção de talentos é, cada vez mais, uma das preocupações centrais das Empresas.

 A exigência crescente das novas gerações de profissionais, não só em relação às regalias, como também no que diz respeito às perspetivas de evolução de carreira, condições de trabalho, equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, etc., leva a que as empresas tenham que se adaptar, sob pena de perderem os seus bens mais valiosos: os seus talentos. É preciso, por isso, atrair e reter os melhores colaboradores para ganhar vantagem competitiva no mercado.

O Employer Branding surge como uma ferramenta que potencia a atração e retenção do melhor talento.

Employer Branding consiste numa série de técnicas e práticas que têm um objetivo comum: garantir e transmitir a boa reputação de uma Empresa como boa empregadora.

O que faz com que uma pessoa escolha trabalhar numa Empresa específica e não em qualquer outra?

Sabemos que o salário é um fator importante, porém, não é o único. As novas gerações têm como prioridade o desenvolvimento pessoal e também fatores como inovação na rotina, qualidade de vida, etc., e o Employer Branding é um diferencial competitivo para essas empresas no momento da conquista de talentos.

 Não é surpresa que nos últimos anos os recursos internos das empresas têm um papel cada vez mais importante. Neste tempo de incertezas as pessoas preocupam-se com as consequências que a recessão económica vai ter nos seus postos de trabalho. No entanto, essa recessão apresenta uma oportunidade para que Empresas fortes consigam consolidar as capacidades dos seus recursos humanos, incluindo a contratação de talentos.

 É por isso, que a Gestão de Recursos Humanos de uma empresa deve ser cada vez mais estratégica, onde o capital humano é visto como estratégico, onde é fundamental a capacidade de “navegar” num mercado de trabalho cada vez mais complexo, global e diversificado de forma a envolver novos talentos que trazem valores e expectativas diferentes dos seus antecessores.

 As Empresas devem ser flexíveis e ajustar a abordagem através do alinhamento da estratégia de liderança, da cultura e da estrutura organizacional com os valores, as expectativas e as necessidades dos seus atuais e possíveis futuros colaboradores de forma a obterem o melhor capital humano e uma vantagem competitiva perante a concorrência.

Além de ter o papel de melhorar a perceção das pessoas com a marca, as ações de Employer Branding são ao mesmo tempo parte e fortalecimento da cultura.

Parte, porque elas são um sinal de que a empresa se importa com os seus colaboradores, não apenas na teoria, mas através de atitudes práticas para melhorar a vida de todos.

 Por outro lado, ao mesmo tempo, essas ações são uma maneira de reforçar para toda a equipa a importância e os pontos específicos que envolvem a cultura de uma empresa, fortalecendo os valores da mesma.

 Simplificando, podemos considerar o Employer Branding como uma estratégia que tem como objetivo construir e manter uma imagem positiva da empresa. A diferença é que o alvo não são os clientes finais mas sim os colaboradores. Pode-se dizer que do ponto de vista interno, o Employer Branding funciona como Marketing Interno, que tem a função de contratar, formar e motivar os colaboradores que já estão na empresa.

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