Pedro M. Martins, o consultor de RH português com maior notoriedade internacional regressa a Portugal

Pedro M. Martins - comunicaRH

A comunicaRH tem a honra e privilégio de realizar a primeira grande entrevista com Pedro M.  Martins depois do seu regresso a Portugal.

Pedro M. Martins é provavelmente o consultor de RH português com maior notoriedade internacional, desde sempre. É o CEO do PMhub (holding de 4 consultorias), Reitor da Euro American Business School, consultor há 42 anos, trabalhou em 26 países, professor em 16 universidades em 5 continentes, e depois de residir os últimos 27 anos na Alemanha e Brasil regressa agora a Portugal.

Em meados dos anos 90 do seculo passado, quando ainda residia em Portugal e era CEO da Mercer, esta consultoria internacional realizou os “Pedro M. Martins International Talks” nos maiores auditórios de Lisboa, New York, Paris, Londres, Frankfurt e São Paulo, e a MGI organizou um Simpósio Internacional exclusivamente sobre os projetos internacionais de change management liderados por ele, durante 2 dias, onde participaram o c-level de grandes empresas europeias e norte americanas. As revistas Valor e Prémio dedicaram-lhe várias capas, e deu inúmeras entrevistas na media de negócios portuguesa, onde já era chamado de “guru”. De lá para cá a sua jornada tem sido cada vez mais impressionante, mas com a sua dedicação quase exclusiva nas últimas 3 décadas ao mercado internacional, muitos novos executivos portugueses não o conhecem, por isso esta entrevista é oportuna, no seu regresso.

Comunica RH: Você liderou alguns dos maiores e mais complexos projetos de consultoria de RH em todo o mundo, como a transformação da General Motors em 16 países da Europa, e da Volkswagen em toda a América Latina, é parceiro de Dave Ulrich (o papa do RH contemporâneo), da WorldatWork (a maior associação mundial de remuneração total) e da Alibaba Business School (a escola de executivos do maior marketplace do mundo). Assisti recentemente a um programa de TV no Brasil sobre a sua carreira, com mais de 2 horas de duração, onde 10 dos mais importantes executivos internacionais não lhe poupam elogios. Como você gostaria de ser recebido de novo em Portugal?  

Pedro: Gostaria que me vissem em Portugal, como me veem em todos os outros países onde trabalho, como um parceiro colaborativo, jamais como um concorrente. Não vim para disputar e dividir o mercado da consultoria e educação executiva, o que seria absurdo num mercado tão pequeno, nem para minimizar o que é menos avançado. Vim para somar e agregar valor no país onde nasci, a minha família vive e a quem devo muito, compartilhando o meu conhecimento e experiência de forma colaborativa com empresas clientes, consultorias parceiras, universidades e associações profissionais e empresariais.

Um pequeno exemplo do contributo que posso dar a Portugal, é ter trazido 6 grandes referências internacionais para palestrarem no próximo Encontro Nacional da APG e outras 13 grandes referências da lusofonia para palestrarem na próxima Cimeira de Gestão de Pessoas Lusófona da ComunicaRH, que fazem parte do meu network pessoal, e assim contribuir singelamente para que estes eventos sejam provavelmente os mais relevantes algum dia realizados em Portugal, sobre gestão de pessoas.

Comunica RH: Como percebi, você tem uma mentalidade muito colaborativa, fruto das várias culturas onde trabalhou, vai continuar essa experiência em Portugal?

Pedro: Claro que sim, a prova disso são os projetos colaborativos que já tenho com a ComunicaRH, APG e Coimbra Business School. Hoje os ecossistemas colaborativos são uma tendência muito forte nos países desenvolvidos e quem não aderir a esse movimento vai ficar rapidamente fora de mercado, incluindo em Portugal.

Mas, reconheço que ainda existe algum “amiguismo feudal” que blinda o acesso a determinados nichos de mercado e meios académicos, por citérios esdrúxulos que tem pouco a ver com o mérito ou valor agregado, no entanto isso não me inibe, porque são situações pontuais e insustentáveis.

ComunicaRH: Como você mesmo disse, o mercado e as empresas portuguesas são de menor dimensão comparadas com os mercados e empresas onde trabalhou durante quase 30 anos. A sua oferta de serviços está adaptada ao nosso mercado?

Pedro: Com certeza que sim! Eu não trabalhei só em grandes mercados e grandes empresas. Já trabalhei com muito sucesso em pequenos mercados como por exemplo o Peru ou Omã, e um dos meus projetos mais desafiadores foi a transformação de uma pequena pedreira em Paulínia (cidade do interior do estado de São Paulo) com 58 operários semianalfabetos. Acredito sinceramente que os conhecimentos e experiência adquiridos em projetos complexos em grandes multinacionais podem também beneficiar significativamente as pequenas e médias empresas portuguesas. E não menos importante, nós oferecemos isso por um preço justo que as grandes consultorias internacionais não conseguem.

Gostaria de sublinhar que apesar de ter residido os últimos 27 anos fora de Portugal, nunca deixei de trabalhar ocasionalmente no nosso país durante esse período, onde liderei importantes projetos de consultoria na EDP, Galp, Unicer e Grupo Luis Simões, entre outros, e ensinei na Universidade Nova, ISCTE-IUL e ISCEM, por isso conheço muito bem o mercado, as empresas e as universidades portuguesas atualmente.

ComunicaRH: Você é um cidadão do mundo, agora que passou a residir em Portugal vai focar-se só no mercado português, não pensa estender as suas atividades também aos países lusófonos?

Pedro: Realmente, não me consigo imaginar confinado a um único território! As fronteiras são um artificio politico/administrítivo, vivemos num mundo global e por isso mesmo residindo em Portugal continuarei a atender clientes em qualquer parte do mundo, incluindo nos países lusófonos, como faço desde sempre.

E hoje, com o teletrabalho todo esse transito internacional ficou muito fácil. O que ainda não superamos facilmente são as diferenças de fusos horários, por isso você se surpreende quando eu respondo às suas mensagens durante a madrugada, porque muitas vezes trabalho simultaneamente, como agora, em projetos em Shanghai UTC +7:00, Mumbai UTC +5:30 e Denver UTC -7:00, e termino as minhas aulas on line em São Paulo às 3h da madrugada de Lisboa. Raramente consigo dormir 7 horas de seguida, mas habituei-me ao sono intermitente há muito tempo.

ComunicaRH: Você é uma das maiores referencias internacionais em Gestão de Pessoas com Alto Impacto Economico, se eu não tivesse ouvido depoimentos dos seus clientes testemunhando a maximização da produtividade do trabalho em 400%, do NOI em 30% com uma assertividade de 97%, eu teria muita dificuldade em acreditar que seria possível essa magnitude de resultados económicos com a gestão de pessoas. O que essa gestão de pessoas tem de tão diferente do que já existe nas nossas empresas?

Pedro: A gestão de pessoas é particularmente permeável à “perfumaria” de modismos, e às frases de efeito, mas muitas vezes ignora os progressos científicos nesta área. Na realidade a Gestão de Pessoas com Alto Impacto Economico não é uma teoria avulsa, mas a síntese de várias teorias que não são assim tão recentes. Jack Phillips criou o conceito do ROI do RH na década de setenta do seculo passado, Dave Ulrich introduziu o conceito de HR Business Partner em 1980, e Peter A. Bamberger e Ilan Meshoulam definiram a gestão de pessoas em 2000 como a “gestão do negócio por meio da gestão de pessoas”, etc. etc. etc.

O problema é que muitas vezes os gestores e os consultores adotam facilmente um novo vocabulário, mas continuam com as práticas de sempre, e assim desvirtuam os novos conceitos e não melhoram os resultados tangíveis. Nós não fazemos mais do que transformar as organizações e a gestão de pessoas, com as nossas ferramentas robustas e contemporâneas, fiéis a conceitos científicos originais, e assim obtemos os resultados exponencias que citou.

Aliás, tenho o privilégio de coordenar o MBA Internacional sobre Gestão de Pessoas com Alto Impacto Economico, onde ensinamos os conceitos e as técnicas desta gestão de pessoas específica, ministrado por 24 executivos c-level de 11 países, uma parceria com 2 universidades do Brasil e Portugal e 6 associações nacionais de RH, oferecido em todos os países lusófonos, que tem uma significativa participação portuguesa. Além da parceria com a APG e com a Coimbra Business School, tem a coordenação portuguesa, que sou eu próprio, onde também sou professor, e mais 3 notáveis professores portugueses, Mario Ceitil, Pedro Ramos e Carla Caracol.  

Deli Matsuo, Chief People Officer do Google (EUA) disse sobre este MBA: “Curso de altíssimo nível, com temas absolutamente contemporâneos, provavelmente sem paralelo a nível internacional”.

ComunicaRH: Que outras vertentes de consultoria e educação executiva, pretende oferecer em Portugal, em que você também é referencia internacional?

Pedro: Queremos apoiar os clientes que pretendem reduzir os custos até 30%, simplificar e acelerar processos, e maximizar a satisfação dos clientes e colaboradores, com redesenho organizacional orgânico e modelos de gestão agile, com a nossa metodologia agileTXlab. Muitas empresas restringem o agile à constituição de squads e aos ritos do scrum e ignoram o impacto exponencial deste conceito em todas as vertentes de gestão, ou não sabem como fazê-lo na prática.

Considerando que Portugal ocupa há muito os últimos lugares nos rankings europeus sobre produtividade, oferecemos o nosso modelo de maximização da produtividade e performance MaxiProfit, que foi considerado o programa que mais contribuiu para o crescimento económico, a nível mundial, da General Motors, Volkswagem e Siemens, entre outros.

Temos também um extenso portfolio de cursos de educação executiva com o melhor que se faz em todo o mundo, resultado das nossas parcerias com 16 importantes universidades em 5 continentes, Dave Ulrich (The RBL Group), WorldatWork e Alibaba Business School.

Os CEO’s Peer Group, grupos de desenvolvimento e troca de experiências de CEO’s de pequenas e medias empresas, que tem mais de 25.000 aderentes em todo o mundo, são outro importante serviço que oferecemos em Portugal, porque sabemos como o gap de competências do c-level destas empresas compromete seriamente a sua rentabilidade e competitividade.

E como todas as nossas intervenções são tailor-made, estamos aptos para ajudar a superar qualquer dor de qualquer organização, no âmbito das nossas competências e experiência.

O Pedro, como os seus clientes e parceiros o chamam carinhosamente, sem sobrenome, títulos académicos ou cargos das suas empresas, já está a fazer a diferença na consultoria e gestão de pessoas em Portugal, e com certeza assumirá de novo, rapidamente, o protagonismo nacional que já teve no passado, e que ele tem há muito no mercado internacional.

O que mais nos surpreende no Pedro não é só o seu vastíssimo conhecimento e experiência internacional e a sua enorme reputação no mercado empresarial e meio académico global, mas a sua simplicidade e discrição.

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Uma resposta

  1. O Pedro Martins tem uma outra qualidade que precisaria ser destacada, contribui com causas voluntárias retornando assim para a Sociedade um pouco do Conhecimento e Experiências que nela aprendeu e aplicou. Veja por exemplo suas contribuições no Brasil Digital para Todos, na elaboração e disponibilização dos 6 (seis) Fundamentos para o desenvolvimento e empoderamento das Pessoas para serem bem sucedidas na Sociedade e Economias Digitais. https://institutomicropower.org/pdi-v06/

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