A importância da gestão de pessoas em tempos incertos

O mundo em que vivemos atualmente não é aquele que sempre conhecemos – de facto, em pouco mais de dois meses, tudo mudou na nossa forma de estar e trabalhar. Algumas das prioridades das empresas, no entanto, não só se mantiveram, como ganharam ainda mais importância, e a gestão dos colaboradores é uma delas.

Uma das grandes mudanças à qual tivemos de nos adaptar foi o teletrabalho: o que antes era uma prática opcional em algumas empresas – entre as quais a Schneider Electric – tornou-se a nova realidade para todas. Se, por um lado, reconhecemos que nos traz desafios com os quais não tínhamos de lidar, como a gestão remota das equipas, que pode tornar mais difícil a sua coesão – devemos tentar olhar pelo lado positivo: o progresso.

Já vivíamos num mundo cada vez mais rápido e conectado

Com o stress e a ansiedade como parte da rotina; talvez tenha sido este o impulso de que necessitávamos para abraçar uma maior flexibilidade laboral, para a qual o teletrabalho pode contribuir largamente, oferecendo um maior equilíbrio entre os contextos pessoais e profissionais de cada um. A situação que vivemos, ainda que longe de desejável, pode ajudar a que de agora em diante a sociedade – a portuguesa, em particular – compreenda que a presença física talvez não seja tão determinante para a execução de um bom trabalho: não será mais importante a manutenção das melhores condições físicas e psicológicas das equipas, ainda que isso signifique que passem menos um ou dois dias por semana no escritório?

Neste momento, a flexibilidade é mais importante do que nunca: não só estamos a enfrentar uma situação global bastante preocupante e cuja duração e consequências ainda são impossíveis de prever, o que acarreta preocupações que nunca tivemos, como somos obrigados a lidar com a realidade do dever de recolha. Trabalhamos e passamos a maior parte do nosso dia num mesmo local, muitas vezes necessitando de conciliar, de forma constante, as necessidades profissionais e familiares durante as oito horas do nosso dia de trabalho – é muito mais fácil para os colaboradores se as empresas lhes proporcionarem condições de trabalho adaptadas às suas situações (como por exemplo a melhor gestão do tempo, eliminando os horários rígidos); por sua vez, para as empresas, demonstrar tolerância e compreensão para com as suas pessoas é a melhor garantia de que estas vão retribuir-lhes com mais motivação e produtividade.

Mas as boas práticas e políticas da gestão de Recursos Humanos não passam apenas pela flexibilidade horária e de local de trabalho

Passam, acima de tudo, pelo fomento de uma cultura de trabalho saudável, na qual os líderes das empresas sejam capazes de transmitir preocupação em relação ao bem-estar das suas pessoas. Essa preocupação traduz-se não apenas no relacionamento interpessoal, mas também, entre várias outras coisas, por: uma maior liberdade, substituindo-se o controlo rígido pela responsabilização de cada um; a integração de talento diverso e subsequente oferta de oportunidades iguais a todos; a capacitação e formação como pilares do progresso; o reconhecimento dos valores individuais de cada um e sua aplicação em várias vertentes.

Assumir uma cultura de flexibilidade e inovação significa que a equipa se sentirá mais valorizada, e, portanto, mais motivada, o que trará melhores resultados para a empresa. E vamos ainda mais além: a capacidade de renovação das empresas e a capacitação constante permite que os colaboradores acreditem em si mesmos e, consequentemente, a empresa como um todo esteja mais preparada para se adaptar a qualquer situação.

Um exemplo prático:

O momento atual obrigou a que, em tempo recorde, algumas das equipas da Schneider Electric fossem redirecionadas para funções diferentes das habituais, e em muitos casos, quase totalmente novas. Ainda que o processo de digitalização já fosse muito avançado na empresa, foi necessário que, praticamente de um momento para o outro, tudo se adaptasse a um contexto totalmente digital, mantendo o foco na excelência do serviço e suporte aos clientes.

Em poucos dias, muitos dos colaboradores necessitaram de, praticamente, reinventar o seu trabalho, aprendendo a trabalhar de novas formas, com novas ferramentas e plataformas. O resultado? Durante os meses de abril e maio, a Schneider Electric apresenta um plano de mais de 50 webinars e sessões de formação para parceiros e clientes, levado a cabo de forma totalmente digital, para o qual contribui diariamente uma equipa incansável de especialistas, técnicos e muitos outros colaboradores: assistimos a uma verdadeira personificação de um dos valores da empresa, o “Learn Every Day”.

Uma equipa satisfeita é uma equipa unida

E com uma equipa unida as empresas conseguem chegar muito mais longe. Na Schneider Electric, não queremos utilizar a nossa sólida cultura de employer branding apenas para benefício próprio; queremos aplicá-la onde pudermos trazer o bem para a sociedade. Dessa forma, no início de abril a Schneider Electric Foundation lançou o “Tomorrow Rising Fund”, um fundo dedicado a apoiar a sociedade em ações de educação, reconstrução e emergência em diversos locais do mundo, no âmbito da situação atual de COVID-19.

Em Portugal, especificamente, este apoio está a concretizar-se na angariação de fundos para alunos em risco de exclusão social – os colaboradores são convidados a fazer donativos, sendo que a Schneider Electric Foundation, por sua vez, complementa cada doação com uma da sua parte. Os resultados até ao momento são bastante positivos, demonstrando, na prática, a importância de uma equipa unida em prol dos mesmos objetivos e ideais: ela transforma-se numa comunidade, e essa comunidade olha à sua volta e procura ajudar as demais.

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