Agilidade de aprender

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À convite da Cristina Cruz, comunicaRH.com, venho partilhar algumas ideias sobre uma das tendências, mais recentes na gestão de Capital Humano.

Irei debruçar-me primordialmente em relação ao ambiente de multinacionais (onde estou mais exposto), podendo ou não algumas coisas fazer sentido em empresas públicas, empresas com operações pequenas e/ou as que operam num único mercado.

Richard Brayson, empreendedor fundador do grupo Virgin disse uma vez: “If somebody offers you an amazing opportunity but you are not sure you can do it, say yes – then learn how to do it later!” (Se alguém te oferecer uma oportunidade incrível, mas você não tem certeza de que consegue fazer, diga sim – e depois aprenda como fazer). Esta mensagem não poderia ser mais verdadeira nos dias de hoje, quando temos o Covid-19 a influenciar tudo que fazemos. Estamos perante um contexto em que não sabemos muito bem o que fazer, mas a oportunidade é única para aprender rapidamente, adaptar, mudar e continuar.

Eu poderia ter escolhido abordar as questões inevitáveis quando falamos de Recursos Humanos (RH), por exemplo diversidade, tecnologia/digitalização, localização/globalização, mudança/adaptação, impacto do Covid-19, etc. Contudo, decidi falar de uma competência que me fascina – Agilidade de Aprender. A Agilidade de Aprender, fascina-me por, no meu ver ser a competência que vai permitir as pessoas / organizações continuar a procurar fazer mais e melhor e assim sustentar a alta performance ao longo do tempo.

Neste mundo VUCA (volátil, (U) incerto, complexo, ambíguo), empresas como a British American Tobacco e similares, que já embarcaram por iniciativa interna em questões como diversidade, digitalização, localização de equipas de suporte, etc., continuam neste processo de evolução para se manter relevantes e sustentáveis. É neste contexto que falar de competências que irão ajudar neste processo é imprescindível.

Nas minhas observações sobre a Agilidade de Aprender, durante processos de avaliação e recrutamentos venho concluindo que ela não tem a ver com o nível académico, nacionalidade, género ou idade, etc. – a mim tem parecido ter mais a ver com comportamento (vontade de querer ter soluções e a ambição de querer se reinventar). O ambiente em que se está envolvido pode ter algum tipo de influência, mas não é factor limitador para desenvolver Agilidade de Aprender.

A Korn Ferrey (KF) chama a Agilidade de aprender o Factor X das organizações. Esta multinacional de consultoria subdivide a Agilidade de Aprender em 5 dimensões: agilidade mental, agilidade com pessoas, agilidade de mudar, agilidade com resultados e autoconsciência. A KF vai mais além ao afirmar numa das suas publicações que a Agilidade de Aprender diferencia as organizações que têm êxito das que não têm.

Na minha opinião, nos dias que correm, a Agilidade de Aprender é daquelas competências que penso ser essencial para qualquer pessoa ter sucesso no que faz – dai recomendar o seu desenvolvimento no geral. No entanto, a procura por competências deve estar intrinsecamente ligada ao tipo de organização que se pretende ter.

Não podendo contar com uma ferramenta desenvolvida cientificamente para medir a Agilidade de Aprender, penso que com a ajuda de equipas de recrutamento é possível criar um guia de entrevista capaz de identificar esta competência de forma confiável. Para quem não pode recrutar esta competência, deve procurar com as suas equipas como desenvolver esta competência dentro da sua organização. Por exemplo, no dia-a-dia, esta competência manifesta-se ou traduz-se, entre outros, em: quantidade acções e energia levadas a cabo e/ou empreendidas no seu próprio desenvolvimento; tomada de iniciativa e ou inovação; ser um agente de mudança, etc.

No actual contexto, local e global, a tecnologia entre outros está acelerando a velocidade com que o novo chega a todos lugares e para nos mantermos relevantes temos que em nossas organizações, continuamente incorporar a Agilidade de Aprender nas competências à recrutar – o Factor-X (multiplicador). Como Líderes e Profissionais de RH devemos ajudar e ou contribuir para identificar, entender e incorporar competências que vão permitir o continuado sucesso/êxito das nossas organizações. Se não tem ideia de onde começar, comece pelo Factor-X (Agilidade de Aprender).

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