APRENDER e COMUNICARh

Leitura da Semana - APRENDER e COMUNICARh

A nova rúbrica semanal “APRENDER e COMUNICARh” da comunicaRH pretende contribuir para a cultura e conhecimento dos nossos leitores, com sugestões de leitura sobre diversas temáticas ligadas à Gestão de Pessoas. Para tal, começamos por indicar três livros que consideramos serem ricos em ciência e saber na área do comportamento organizacional e liderança e da psicologia das organizações.

Paradoxos da Liderança, Gerir contradições, dilemas e tensões da vida organizacional – Arménio Rego e Miguel Pina e Cunha

«Burro velho não aprende línguas». «Aprender até morrer». Afinal em que ficamos? Eis a resposta, não muito confortável para quem procura orientações lineares: as duas afirmações são verdadeiras.
A prática da liderança é um exercício complexo, pleno de (aparentes?) contradições, podendo colocar o líder em situações de tensão que o conduzem a decisões erradas, à exaustão e, em casos extremos, à inação. Mas liderar é precisamente enfrentar estas contradições – é nelas que se revelam os verdadeiros líderes. Inovar e ser cauteloso; exigir e mimar; exercer autoridade e partilhá-la; mostrar força sem medo de mostrar vulnerabilidades; dar mas também receber; mostrar coragem mas também prudência – todas estas combinações são comuns a muitos líderes que se distinguiram.
Neste livro, os autores dão conta de inúmeros desafios deste teor que se erguem no percurso de quem lidera. A eficácia dos líderes depende da capacidade de viverem entre desafios de sentido contrário e deles saberem tirar o melhor partido. Liderar bem é saber não cair da corda bamba. A realidade, aquilo que determina as nossas ações e reações, é bem menos linear do que aquilo que está escrito nos manuais que ensinam o caminho da perfeição. 
Tendo consciência de que se fosse fácil, a solução já teria sido publicada, os autores sugerem que o sucesso de Mandela, Gandhi ou Lincoln e outros grandes líderes políticos e empresariais assentaram, em grande medida, na sua sabedoria para enfrentar tensões e contradições e resolver os paradoxos com que se depararam.
O livro está repleto de exemplos, e o leitor poderá sentir-se retratado em muitas das situações nele expostas. É precisamente este o objetivo: que o livro ajude o leitor a lidar com os paradoxos da vida.

A Estranha Ordem das Coisas, A vida, os sentimentos e as culturas humanas – António Damásio

O que levou os seres humanos a criar culturas, esse conjunto impressionante de práticas e instrumentos onde se incluem a arte, os sistemas morais e a justiça, a governação, a economia política, a tecnologia e a ciência?


A resposta habitual a esta pergunta remete para a excecional inteligência humana, auxiliada por uma faculdade ímpar: a linguagem.

Em A Estranha Ordem das Coisas, António Damásio proporciona uma resposta diferente. Ele afirma que os sentimentos – de dor, sofrimento ou prazer antecipado – foram as forças motrizes primordiais do empreendimento cultural, os mecanismos que impulsionaram o intelecto humano na direção da cultura.

Além disso, propõe que os sentimentos monitorizaram o sucesso ou o fracasso das nossas invenções culturais e permanecem, ainda hoje, envolvidos nas operações subjacentes ao processo cultural, para o melhor e para o pior. 

A interação favorável e desfavorável de sentimento e razão deve ser reconhecida se quisermos compreender os conflitos e as contradições que afligem a condição humana, desde os dramas humanos pessoais até às crises políticas.

Foco, o Motor Oculto da Excelência – Daniel Goleman

Ao longo de mais de duas décadas, o psicólogo e jornalista Daniel Goleman tem-nos mostrado o que há de inovador, surpreendente e importante nas ciências humanas.

Neste livro, aborda todas as especificidades da ciência da atenção, promovendo um debate há muito adiado sobre este pouco conhecido e subvalorizado recurso mental que assume uma importância enorme para a maneira como vivemos a nossa vida.

O funcionamento da atenção assemelha-se muito à de um músculo: se a utilizarmos mal, definha; se a trabalharmos bem, desenvolve-se.

Numa época de distrações inesgotáveis, Goleman argumenta persuasivamente que agora, mais do que nunca, devemos aprender a apurar o nosso foco se queremos lidar com, e ser bem-sucedidos num mundo complexo.

Boa leitura e ótimo fim de semana!

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