Como tornar-se protagonista da sua vida?

Octavio Alves Jr - comunicaRH

Em um filme, os protagonistas são os atores e atrizes principais, os outros são os coadjuvantes. Aqueles que aparecem, mas não fazem parte da trama, são os figurantes.

Como será possível que você não seja um(a) protagonista no filme da sua vida?

A minha crença é que para que nós possamos sair da nossa zona de conforto e irmos nos aproximando dos nossos sonhos, nós devemos necessariamente nos tornarmos protagonistas na nossa vida.

Muitas das pessoas com as quais convivemos no nosso dia a dia, sejam elas amigos, colegas ou familiares, levam a vida como coadjuvantes, e assim dificilmente poderão se aproximar dos seus objetivos e sonhos. Mas afinal de contas, o que significa na prática ser coadjuvante na nossa própria vida?

Preocupar-se demais com as opiniões dos outros

Um mapa é uma representação da realidade, não é a realidade, este é um dos pressupostos da programação neurolinguística, o mapa que criamos para descrever determinada realidade depende de para onde olhamos, quais aspectos do terreno decidimos representar, como olhamos e no que focamos.

Neste sentido, não existe um mapa perfeito. Cada um desenhará o seu mapa que terá os aspectos considerados relevantes do terreno para o entendimento das circunstâncias e para a tomada de decisão.

Cada pessoa com quem você convive, sejam eles amigos, familiares ou colegas de trabalho, tem uma percepção diferente sobre a sua vida, não permita que estas diferentes opiniões te impeçam de caminhar com firmeza e determinação na direção dos seus sonhos e objetivos. Não viva sob a batuta de ninguém e não permita que qualquer pessoa além de você, pilote o seu avião.

Assuma o protagonismo e tome as rédeas da sua vida, este é um dos primeiros passos para que você possa ir buscar a satisfação, realização e propósito que tanto você procura.

Não ter objetivos claramente definidos e por escrito, além de metas desafiadoras para serem alcançadas

Na medida que escolhemos viver sem uma clareza de propósito, viver sem saber exatamente onde queremos chegar, ficamos muito suscetíveis às influências e demandas externas, que são abundantes e muito sedutoras, afinal quem não acha mais legal ir tomar um chopp com os amigos ao invés de fazer aquele curso que te agregará competências valiosas e fertilizará a sua mente?

Quando sabemos para onde queremos ir e como chegaremos lá, podemos priorizar as nossas demandas, escolhendo aquelas que estão mais alinhadas aos nossos objetivos, além disto, podemos blindar-nos das distrações e tentações da internet e das conversas de corredor.

Como certa vez disse o filósofo Jean Paul Sartre: “Não importa o que a vida fez de você, o que importa é o que você fez do que a vida fez de você.”

Neste sentido posso compartilhar com você um exemplo pessoal, alguns aprendem inglês esquiando em Aspen (EUA), outros como eu, começaram estudando sozinhos com o curso de idiomas Globo, que era comprado a cada 2 semanas numa banca de jornal.

Não assumir total responsabilidade pelos resultados alcançados

Está em curso um processo acelerado, amplo e irreversível de digitalização das pessoas e das empresas. Além disso, as transformações profundas causadas na sociedade pelo longo período de isolamento social, tem feito com que todos nós estejamos atualmente enfrentando problemas inéditos. Nunca na história da humanidade, esta conjunção de fatores desafiadores juntos e mudando ao mesmo tempo esteve presente.

Com tudo isto, errar é parte integrante do processo. Diante destes problemas complexos, a nossa única saída é dar pequenos passos na direção que imaginamos ser a mais eficaz para se chegar a uma resolução elegante e que atenda aos anseios das partes interessadas.

Quando o resultado do passo tomado não for o objetivado, a interpretação cuidadosa do que deu errado é fundamental para entender e organizar o próximo passo, e isto ocorrerá apenas se assumirmos total responsabilidade pelo erro.

Criar empresas e indivíduos capazes a administrar os próprios erros e aprender com eles é a única forma de criarmos uma mente resiliente e que possa navegar com segurança, à noite, sem bússola numa tempestade. 

Você está preparado(a)?

Octavio Jr convidado por Jorge Luiz Ferreira da comunicaRH

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