Desaprender…a competência do Agora!

Toda a vida nos ensinaram e incutiram que deveríamos estar constantemente a aprender, mesmo quando entendemos que já não temos paciência para tal ou embora até possamos ter paciência, estamos seguros que esse novo aprender em nada nos fará diferença nas nossas competências a menos que nos possa afagar o ego!

O foco na mudança e sua importância para aprendermos e crescermos tem tido um enfoque enorme nos últimos anos, muitas vezes embandeirado pela tão desejada flexibilidade laboral bem como a multiplicidade de aptidões para estarmos preparados para tudo o que seria suposto emergir nas nossas vidas profissionais, na maioria já tão repleta de super-competências!

As competências linguísticas ganharam terreno pela globalização, as competências de liderança são expetáveis de serem assumidas por quem orienta equipas; as competências digitais exigem-nos a constante adaptação a este novo mundo seguramente cada vez mais tecnológico que humano, mas acima de tudo a exigência de termos que estar preparados para tudo o que possa surgir, ainda que não fizessemos ideia do que poderia ser.

Esta exigência de vivermos sempre para além do que nos é pedido, tornou-se assumida e vivida por todos e consequentemente interiorizada como normal e aceitável.

Somos os mais qualificados, somos os mais competentes, somos os mais cultos, somos os mais adaptáveis, somos os mais bem preparados. Somos, somos, somos…será que somos?

Como se poderá então justificar que durante estes meses desafiantes que estamos a viver, muitos destes tão preparados, perderam o rumo, se isolaram, recorreram a ansiolíticos, quebraram relações…

Como nos podemos então adaptar a esta nova realidade?

Creio que uma das principais competências a desenvolver é Desaprender! Voltar a simplicidade de ser criança!

Desaprender é maravilhoso! Transporta-nos para uma fase da nossa vida, em que, de acordo com estudos do Observatório mundial do comportamento, é nesta fase que as pessoas são mais felizes. Vivem na sua essência, sem mascaras construídas, com autenticidade, com amor próprio, na simplicidade, no imenso mundo em que tudo são possibilidades, na transparência da sua imperfeição… de simplesmente viver a vida.

O desafio que vos deixo é aproveitar estes tempos para escolherem o que podem desaprender e sentir o poder da simplicidade das pequenas coisas, voltando a vossa essência, ao vosso lado mais genuíno!

Eu já escolhi desaprender a ser perfeita!

Experimentem porque a vida é de quem se atreve a viver.

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