Felicidade organizacional

felicidade-organizacional

Se há uns anos ter um emprego seguro e um salário estável era suficiente para que os colaboradores se sentissem satisfeitos, actualmente só isso já não chega.

A felicidade e bem-estar no local de trabalho é uma preocupação cada vez maior. O foco crescente na felicidade organizacional começa a pressionar as empresas a reconhecer a sua importância na estratégia corporativa, uma vez que tem impacto directo nos resultados da organização. De acordo com Timothy Sharp, fundador e Chief Happiness Officer do The Happiness Institute, na Austrália, “colaboradores felizes são melhores colaboradores. Locais de trabalho positivos têm níveis mais elevados de envolvimento e isso tem um impacto directo no desempenho e produtividade, na inovação e criatividade, no trabalho em equipa e na colaboração. Organizações positivas atraem e retêm de forma mais eficiente e, em última análise, tudo isso se traduz em melhores resultados e maior lucro.”

Hoje, numa sociedade onde a tecnologia e a inovação são fundamentais, o bem-estar e a felicidade dos colaboradores deve ser essencial para o ADN da organização e, embora a empresa tenha o dever de criar as condições para potenciar a felicidade, esta tarefa não é responsabilidade do CEO, do HR Manager ou do Chief Happiness Officer, mas sim de TODOS os indivíduos da organização. A participação e o envolvimento de cada elemento é fundamental!

Todas as organizações são únicas e diferentes: a cultura, o nível de maturidade, o mercado onde se insere, a área onde actua, as dinâmicas entre os indivíduos e, por isso, cada empresa tem de descobrir o que é melhor para ela, definir uma estratégia e implementar um plano que contribua para criar um ambiente de trabalho motivado pela felicidade onde os colaboradores se sintam valorizados, que promova o desenvolvimento profissional e garanta o bem-estar e a saúde mental no local de trabalho. Não existe uma fórmula mágica e muito menos devemos adoptar uma abordagem one-size-fits-all  mas, com algumas etapas simples, não há razão para que não possa criar um local de trabalho mais feliz:

Garantir os princípios básicos

Conhece Maslow e a sua teoria da hierarquia das necessidades? De forma resumida: explica a hierarquia das necessidades humanas e argumenta que, conforme atendemos às necessidades mais básicas (base da pirâmide), desenvolvemos essas necessidades e desejos mais elevados (topo da pirâmide).

É fundamental entender que existem requisitos básicos para se ser feliz no trabalho, como salário justo e competitivo, estabilidade no emprego e ter os recursos necessários para desempenhar a tarefa. Se a base é boa, o potencial de melhoria é infinito.

Ouvir os colaboradores

Para entender o que é que os colaboradores precisam para serem felizes, é preciso ouvi-los. É a única forma de descobrir quais são as suas expectativas, ideias, sugestões, de saber quando algo não está a correr tão bem quanto deveria e o que pode fazer para melhorar.

Valorizar o trabalho diário

Nada nos desmotiva mais rapidamente do que sentir que o nosso esforço não é apreciado. É fundamental garantir que os colaboradores sabem que o seu trabalho é importante e reconhecido.

Conceder liberdade e autonomia

Acredite na responsabilidade dos seus colaboradores, exerça um voto de confiança e permita que eles façam a gestão do seu tempo, do seu espaço de trabalho e das suas ideias com liberdade e autonomia.

Apoiar o crescimento e desenvolvimento

O trabalho pode e deve ser uma fonte de realização pessoal em todos os níveis. Para sentir essa satisfação, os colaboradores precisam de ter espaço para crescer e aprender. Criar e promover oportunidades de crescimento e desenvolvimento é um valor diferencial na atracção e retenção de talentos.

Promover o Work-Life Blend

Ao contrário do horário de trabalho restrito e rígido, uma empresa feliz precisa reconhecer a importância de um equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal. Detalhes como horários de trabalho flexíveis, home office ou dias de férias extra fazem com que os colaboradores sintam que a organização se preocupa com eles enquanto indivíduo e aumenta os níveis de satisfação.

Criar um ambiente de trabalho positivo

Somos humanos e gostamos de nos conectar com outras pessoas, compartilhando momentos e experiências profissionais e pessoais. Não se trata apenas de produtividade e salário: os colaboradores devem divertir-se no trabalho. Tal implica criar momentos de descontração em que possam conviver uns com os outros, sem ter o trabalho como foco principal.

Incentivar o trabalho em equipa

Uma equipa unida e coesa é um sinal do ambiente da empresa. É como se cada elemento funcionasse, só por si, como um factor motivador para o todo e, ao mesmo tempo, a própria equipa trouxesse ao de cima o que de melhor existe em cada colaborador. Quando tudo flui, a produtividade e a felicidade aumentam naturalmente.

Capacitar os colaboradores

Quanto mais capazes e qualificados os colaboradores se sentirem em relação ao cargo que desempenham, mais energia emocional eles investem, mais envolvidos e satisfeitos se sentem no dia-a-dia e mais se empenham para que os objectivos sejam alcançados.

Viver os valores da organização

É especialmente importante ter valores claros que definam a empresa. Eles são os pilares da organização. Em outras palavras, não se trata apenas de definir os valores e afixá-los num quadro bonito na parede do escritório, mas sim, de os viver todos os dias, em todas as decisões e em todos os momentos. Não há nada mais poderoso do que liderar pelo exemplo.

Artigos Recentes

Partilhe este artigo...

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *