O Ambiente no local de trabalho e os diversos indicadores

Ambiente Organizacional - comunicaRH

O salário é um fator importante, no entanto, o ambiente de trabalho pode ser um fator-chave na satisfação dos trabalhadores. Fatores como as instalações, a higiene, os espaços podem influenciar muito no dia a dia de um trabalhador na empresa.

Quantas vezes não ouvimos os nossos amigos a comentarem que não se sentem bem no local de trabalho? Passamos maior parte do nosso dia, pelo menos acordados, no local de trabalho. Qual é o preço que a empresa paga por um funcionário que anseia pela hora de sair?

Cada vez mais nos apercebemos de que não são as empresas que escolhem os trabalhadores, mas sim os trabalhadores que escolhem as empresas, um dos principais fatores que qualquer colaborador tem em mente quando muda de emprego são as referências ao nível do ambiente vivido na empresa, sendo que muitas vezes dentro da mesma empresa podem haver ambientes distintos, pois muitas vezes a própria chefia provoca o mau ambiente no setor, o que aumenta a rotatividade, diminui a produtividade e põe em causa o bem-estar dos trabalhadores.

Gerir bem as equipas e alimentar a produtividade e o bom ambiente são algumas das formas de manter os bons funcionários na empresa.

A influência na rotatividade

Antigamente os empregos eram para a vida toda, as pessoas trabalhavam 40 anos na mesma empresa, hoje, em pleno século XXI, a cultura mudou, as oportunidades surgem diariamente, os trabalhadores arriscam, procuram crescimento profissional, mudam de área, já não há empregos para a vida.

 A rotatividade é a taxa que mensura o fluxo de entradas e saídas dos trabalhadores de uma organização, quando maior a taxa de rotatividade maior o número de trabalhadores que passaram pela empresa.

É notável que as novas gerações procuram mais do que um salário, uma das principais conclusões do estudo “Índice de Confiança” da Michael Page, relativo ao primeiro trimestre de 2019, analisou a perceção que os profissionais têm relativamente ao atual mercado laboral. Mais de metade dos inquiridos portugueses aponta o desenvolvimento de novas competências como a principal razão para uma mudança de trabalho (54%). 34% procura uma melhor condição salarial e 30% pretende uma evolução na carreira.

Se por um lado a rotatividade, pode ter um fator positivo, como novo conhecimento, novas ideias, também têm fatores negativos, como os custos da formação, a informação que muitas vezes se perdem com a substituição de elementos. Em empresas com elevadas taxas de rotatividade automaticamente surgem incertezas e inseguranças quanto a nossa própria permanência naquele ambiente organizacional.

A produtividade e os seus fatores

Os trabalhadores necessitam de que a produtividade seja alimentada, ser produtivo é utilizar menos recursos de produção para atingir suas metas, sejam os recursos materiais ou imateriais, como por exemplo, a matéria prima ou o tempo utilizado para determinada tarefa. Um funcionário motivado, com autonomia, boas ferramentas de trabalho, irá produzir muito mais do que um funcionário desmotivado.

A produtividade define, muitas vezes a performance do trabalhador nas organizações, a produtividade é alimentada muitas vezes por fatores como reconhecimento, estabelecimento de metas, ferramentas adequadas, comunicação interna e o bem-estar no local de trabalho.

Os trabalhadores fazem as organizações, como tal, devem sentir que são parte integrante e não apenas meras máquinas com uma única finalidade, produzir.

Trabalhadores que se sentem bem no local de trabalho produzirão mais, pois estarão motivados para o fazerem.

O absentismo

Segundo dados de 2018, em Portugal, os trabalhadores, em média, ausentam-se do local de trabalho durante aproximadamente 6 dias por ano, o que se traduz num custo de aproximadamente 2.2 milhões de euros.

O absentismo é a forma de cálculo das ausências dos trabalhadores, as faltas impactam o bom funcionamento das empresas, aumentam os custos com cada colaborador, implicam uma maior rotatividade e uma produtividade mais reduzida.

As causas do absentismo laboral são, muitas vezes, de difícil deteção e compreensão. Além de nos últimos dois anos vivermos com uma nova realidade, o Covid-19, que teve grande impacto no absentismo, seja com faltas por infeção, isolamento, assistência a familiares, as faltas mais comuns em anos pré-covid, prendiam-se com ansiedade, depressão, falta de motivação, ou outros problemas de cariz mais pessoal (como por exemplo, prestar assistência a familiares).

Como é verificável, a ansiedade, a depressão e falta de motivação são muitas vezes limitadas pelo bem-estar que os trabalhadores sentem nas organizações.

Desta forma, o bom ambiente de trabalho, o companheirismo, a entreajuda, os estabelecimentos de metas, de objetivos, trazem vantagens tanto para os trabalhadores como para as empresas.

Empresas com elevados padrões de bem-estar diminuem a rotatividade e o absentismo e aumentam a produtividade. As pessoas estão a mudar as expetativas, a procurar desafios profissionais que respondam a esta necessidade de bem-estar, cabe a cada empresa, proporcionar melhores condições de trabalho, um melhor ambiente, ouvir os colaboradores, aceitar sugestões e fazer dos colaboradores parte integrante da empresa.

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