ONBOARDING: TODOS A BORDO!

Pedro Ramos CEO da KEEPTALENT Portugal - comunicaRH

Se há área que tem ficado definitivamente exposta quer ao nível das suas fortalezas, quer ao nível das suas fragilidades, consoante os casos, durante esta longa pandemia, tem sido a forma como os colaboradores têm vivido, sentido e incorporado a sua Experiência enquanto colaboradores nas suas empresas ou organizações.

Se já bem antes da pandemia, existia uma forte preocupação pela transformação de uma dimensão de gestão das pessoas “pura e dura” para uma nova dimensão que proporcionasse “boas” (preferencialmente, ótimas!) experiências aos colaboradores como fator essencial nos processos de retenção dos talentos nas organizações, dado que estes são essenciais para o sucesso do negócio da empresa, nestes meses intensos de pandemia já ficou demonstrado que muito mais há a fazer naquilo que poderiamos designar de  “jornada experiencial dos colaboradores”. Há um enorme potencial do que um percurso feliz e bem sucedido pode trazer em termos da melhoria da produtividade, da rentabilidade e dos resultados economico-financeiros das empresas.

Aprendemos que cuidar das nossas Pessoas é essencial para que estas cuidem dos Negócios das suas Empresas…

Ora, há aqui uma oportunidade incrível de redesenhar todo o percurso dos colaboradores nas empresas, mesmo antes de se tornarem colaboradores [o chamado “preboarding”], integrando o mais eficazmente os novos colaboradores, ainda por cima em novos contextos de desmaterialização quase total das empresas e em novos ambientes de trabalho remotos e/ou híbridos (e estou a falar da necessidade de se efetuar um eficaz processo de “onboarding” essencial para uma plena integração das pessoas aos desafios do Negócio), ou até a eventual reintegração de anteriores colaboradores que, fruto dos desafios das alterações dos contextos de trabalho, tiverem de sair e regressam à empresa para as mesmas funções ou para funções diversas [o denominado “reboarding] mas que necessitam de uma atualização de contexto e de evolução da cultura organizacional… até ao final do percurso experiencial na empresa que muitas vezes é completamente descurado pelos gestores de pessoas e que é essencial para a avaliação e a adopção de medidas de melhoria de processos e ajustes de liderança (estou, agora, a referir-me ao chamado “offboarding”).

Os tempos da pandemia vieram demonstrar que uma maior digitalização (afinal) pode proporcionar uma maior humanização nas empresas… Quem diria?! Desta forma, todos os receios sobre eventuais impactos da introdução de modelos mais ágeis e digitais para as (simples?) soluções de gestão das pessoas foram completamente derrubados.

Hoje existe uma compreensão sobre o enorme potencial que a tecnologia, e sobretudo numa lógica de utilização completamente mobile pode conduzir a ganhos incriveis de eficiência e eficácia ao nivel da dimensão experiêncial dos colaboradores e, bem assim, ao nivel da passagem das mensagens-chave essenciais para a criação e desenvolvimento de um nova visão e vivência da cultura organizacional nas nossas empresas.

As primeiras etapas são determinantes! Acolher e Integrar novos colaboradores nas empresas, sobretudo em tempos nos quais a prestação efetiva do trabalho não passa por espaços físicos comuns e dinâmicas organizacionais colectivas, são porventura as etapas mais criticas para fundar e cimentar os valores e, sobretudo, o Propósito (maior) da Empresa nas Pessoas que acabam a chegar dotando-as das primeiras “ferramentas” de engagement e de alinhamento organizacional, ao mesmo tempo que proporcionam uma maior flexibilidade e diversidade cognitiva nas empresas.

Acredito, cada vez mais, que não faz sentido falar-se de estratégias de “retenção de talentos” mas de ideias, processos e soluções que permitam uma permanente e continuada “atração” das pessoas pelo Propósito e pelas ideias de envolvimento pessoal no sucesso da sua organização.

Assim, torna-se essencial adotar processos ágeis, atrativos, interativos e, sobretudo, digitalmente “amigáveis” na hora de trabalhar o “preboarding”, o “onboarding”, os eventuais “reboardings”, bem como todo o percurso experiêncial feliz e positivo dos colaboradores ao longo da sua jornada na empresa para que TODOS se sintam mesmo dentro – A BORDO – de uma organização focada em cuidar, em comunicar de forma clara e eficaz e, sobretudo, em envolver todos no sucesso do Negócio ao mesmo tempo que proporciona uma permanente “atração” e uma boa experiência aos seus colaboradores.

Os caminhos e experiências positivas resultam da capacidade das empresas em estabelecerem eficazes conexões entre as (suas) Pessoas e o Propósito das suas Empresas com real impacto nos resultados do negócio.

Vamos flexibilizar, agilizar e digitalizar soluções que potenciem mesmo uma real experiência “Todos a Bordo”?

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