Regressar a Portugal

regressar a casa

Segundo um artigo da agência Lusa de janeiro deste ano, em 2019 Portugal foi um dos cinco países da União Europeia de onde saíram mais trabalhadores para outro Estado Membro, tal como a França, Alemanha, Espanha e o recém-saído da UE, Reino Unido.

Segundo o Relatório Anual da Mobilidade Laboral Intra-UE de 2020, publicado no início deste ano e com base nos mais recentes dados estatísticos disponíveis, a “Roménia, Polónia, Itália, Portugal e Bulgária continuaram a ser os cinco principais países de origem” de trabalhadores deslocados no ano de 2019, totalizando uma percentagem que ronda quase os 60%.

Portugal é também mencionado, no Relatório da Comissão Europeia como um dos principais países de origem de quadros altamente qualificados, nas áreas de negócios e administração, ciência e engenharia ou ensino.

Contrariamente, não disponho de dados estatísticos relativamente aos portugueses que pretendem regressar ao nosso País, mas posso afirmar que todos os meses, somos contactados por vários emigrantes ou expatriados que pretendem regressar a Portugal e consequentemente pretendem ajuda no seu processo de mudança / procura de emprego.

E se em 2019 e 2020 eram portugueses deslocados pelos vários países da Europa, PALOP’s e Brasil, com a pandemia tornou-se evidente uma crescente procura de regresso a Portugal de quem está mais distante em termos geográficos, tal como África, Países Árabes, Ásia e América do Sul.

Pelo retorno que tenho obtido, muitos sempre souberam que era uma passagem. Queriam ganhar experiências, competências, conhecimentos e acesso a outras culturas. Queriam também ganhar mais dinheiro. Por outro lado, há quem nunca tivesse equacionado regressar, mas dada a situação pandémica atual, pretendem voltar a um Portugal seguro, à família, aos amigos, às raízes culturais e gastronómicas, às nossas praias, ao nosso clima, ao sol de Portugal.

De um modo geral são profissionais que repensaram as suas prioridades, com idades compreendidas entre os 35 e os 60 anos, por regra em funções de liderança de equipas e de negócios, que pretendem a nossa assessoria para acelerar e agilizar o seu processo de integração no mercado de trabalho em Portugal.

É um desafio para todos nós. Há que gerir as expectativas. Há que clarificar e definir a sua empregabilidade presente e futura, num mundo cada vez mais imprevisível e em acelerada mudança.

Este ano de 2020 foi verdadeiramente surpreendente e mostrou-nos a fragilidade da vida tal como a conhecíamos. Num instante o nosso mundo foi posto à prova, transformou-se e tiveram de se criar soluções que segundo os especialistas não deverão desaparecer com a fim da pandemia.

Tivemos de nos reinventar, de ser resilientes e adaptarmo-nos a novas tecnologias e metodologias de trabalho. Criámos ferramentas para ultrapassarmos as limitações que nos foram impostas.

Aceleração das tendências

Com a atual crise pandémica aceleraram-se as tendências que já estavam em curso:  Transformação Digital dos negócios, e-Commerce, Teletrabalho, Formação à Distância, redução do nº de viagens de negócios, utilização de novas tecnologias, … pelo que os profissionais têm cada vez mais de se atualizar se querem destacar-se nas suas áreas de expertise e manter a sua empregabilidade.  Será cada vez mais necessário estar a par das tendências dos seus negócios, das novas formas de atrair e conquistar clientes e parceiros, trabalhar e conviver com profissionais de excelência. 

O nosso desafio não se restringe somente a facultar estratégias de procura de trabalho. Temos de realçar as características e as competências determinantes, num cenário de mudança.

Para além das competências técnicas e da sua constante atualização, o mercado continua a valorizar as softs skills, (o trabalho em equipa, o relacionamento interpessoal, a capacidade de comunicação, a adaptabilidade, a proactividade, o estilo de liderança) independentemente da área de formação e de conhecimento. A tendência exige uma capacidade de adaptação constante e de recuperação do equilíbrio face à pressão do desconhecido e dos obstáculos que se cruzam no nosso caminho.

Depois, é necessária uma atualização constante e um reforço das competências, que segundo as novas tendências passa pela criação de novas estratégias eficazes de desenvolvimento de competências de comunicação, de confiança, negociação, influência e gestão de conflitos.

Tendo em conta o cenário atual (trabalho à distância, evolução tecnológica, clima de incerteza, instabilidade, etc.), e porque as pessoas são o maior património de uma empresa, focamos no essencial:

  • Sustentabilidade e crescimento das organizações e das pessoas;
  • Aumento da produtividade;
  • Foco no work life balance;
  • Incremento das capacidades de dar/receber feedback construtivo dos mais diversos interlocutores;
  • Expandir o network de contatos, com forte probabilidade de serem futuros parceiros de negócios, clientes, …

Resumindo:

êxito pessoal = Boa Sorte (Oportunidade + Preparação + Desenvolvimento)

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