Jorge Tavares de Almeida

Diretor de Gente e Gestão do Grupo Protege

Sim, somos todos vendedores! Mas esta abordagem não é focada no profissional que precisa bater metas de vendas. Me refiro a atitudes individuais e coletivas de toda a organização. O sentido de “vender” está associado ao apoio e suporte ao negócio.

Muitos profissionais dizem que detestam vender, que morreriam de fome se dependessem dessa profissão por não se imaginar comercializando algo ou se relacionando com clientes.

Mas eles não se dão conta da quantidade de vendas que já fizeram involuntariamente no exercício das suas funções, que continuam fazendo todos os dias, e o quanto isso contribui para o negócio.

A área de Recursos Humanos precisa ajudar a atrair, reter e desenvolver os melhores profissionais, gerar programas motivacionais e de qualidade de vida, sempre com foco na produtividade.  A área de Suprimentos precisa garantir as melhores negociações para que a organização tenha preços competitivos e produtos de qualidade. As áreas de Faturamento e Financeira precisam gerir seus processos com eficiência, garantindo caixa à organização e condições para a realização de novos investimentos.

Podemos seguir ainda mais adiante. A área Jurídica precisa atuar preventivamente para evitar processos judiciais. O Marketing precisa caprichar na comunicação interna e externa. A Contabilidade, guardiã dos números, precisa, juntamente com a área de Custos ajudar na precisão da formação do preço. Estes são apenas alguns exemplos de como as diversas áreas podem e devem ajudar na geração de receita para o negócio.

É necessário afastar, definitivamente, a visão míope de que vender é atribuição exclusiva da área comercial.

Todos ajudam e devem fazer o melhor nas suas áreas, sempre com foco no negócio, pois isso impactará na melhor venda, na melhor entrega e resultado. Quem não pensar assim, não estará alinhado com a estratégia da empresa.

Por outro lado, a área comercial também precisa estar aberta para aceitar que todas as áreas são importantes. Não pode existir o sentimento de que a área comercial é a mais importante, o coração da empresa ou a locomotiva. Todas são igualmente relevantes, se completam e precisam caminhar juntas com um único objetivo: o negócio.

Precisamos focar nos objetivos e partilhar uma direção única com as demais áreas. Partilhar da ambição por melhores resultados, que ao longo da trajetória empresarial se traduzem em vendas. E, por fim, partilhar da consciência de que somos parte de um poderoso conjunto que só funciona bem se todas as peças estiverem alinhadas e trabalhando unidas.

Temos que adotar uma postura proativa e com o olhar de que todos nós somos responsáveis pelas vendas e resultados.

É inaceitável atribuir responsabilidade a apenas uma área ou profissional. As demais áreas não têm apenas um trabalho burocrático, técnico ou de apoio. É preciso fazer essa mudança de pensamento nas pessoas. É urgente! O compromisso é de todos!

E nesse contexto, o conflito entre profissionais das diversas áreas, será inevitável. Ele promove o debate em torno de ideias e conceitos, mas nada deve ser no campo pessoal. Portanto, isso não deve ser um problema! Será uma oportunidade para a geração de melhores resultados. É o chamado conflito necessário e saudável.

Iniciativa, times multidisciplinares e espírito de equipe são palavras-chave dessa transformação, onde todos trabalham em prol de uma única empresa. Se você ainda não tinha se atentado a isso, comece logo a mudar este seu comportamento e suas ideias: todos somos vendedores, inclusive você!

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