Ricardo Rodrigues Gomes

Co-Founder Hivolve

Não me restam grandes dúvidas que o bem-estar afirmar-se-á, cada vez mais, como um objetivo primordial na vida das pessoas e das empresas. Aliás, quando transportamos este conceito para a realidade das organizações observamos que, de alguma forma, esse prática de gestão já começa a fazer parte do universo dos profissionais e negócios bem-sucedidos.

Neste período absolutamente atípico que atravessamos, antes de mais, creio que devemos aceitar e reconhecer que o futuro é incerto e imprevisível. Tentando preparar as pessoas com as competências e os recursos necessários. Procurando que as empresas sejam ambivalentes. Por um lado, dedicando parte da estratégia ao desenvolvimento do modelo de negócio atual, de forma a ser retirado o máximo rendimento possível do mercado. Por outro lado, vocacionando o restante pedaço da estratégia para a inovação, transformação digital, exploração de novos modelos de negócio, novos mercados, entre outros.

A rápida capacidade de adaptação será provavelmente o ponto crítico para as empresas e para cada um de nós, enquanto indivíduos, num cenário global caracterizado por mudanças profundas e irreversíveis. Evidentemente, recorrendo a um chavão proferido vezes sem conta, os tempos adversos podem também ser sinónimo de novas oportunidades. Tenhamos, para tal, a arte e o engenho necessários para as identificar. Estamos a entrar num novo mundo em que a tecnologia terá um papel preponderante na vida das pessoas e empresas. Neste sentido, será imperativo que as empresas alinhem as suas estratégias, criem vantagens competitivas e olhem para as soluções tecnológicas como uma alavanca para os seus negócios.

Não me restam grandes dúvidas que o bem-estar afirmar-se-à, cada vez mais, como um objetivo primordial na vida das pessoas e das empresas. Aliás, quando transportamos este conceito para a realidade das organizações observamos que, de alguma forma, esse prática de gestão já começa a fazer parte do universo dos profissionais e negócios bem-sucedidos. Na verdade, a consciência de que o conhecimento, o talento e as competências são ativos críticos de elevada importância estratégica no contexto organizacional, tem levado a que, de uma forma continuada e sistemática, se debatam e se procurem identificar as melhores práticas nesta área.

A eficiência e eficácia dos processos de recrutamento e seleção, dos programas de coaching e mentoring para jovens quadros de elevado potencial, dos sistemas de avaliação de desempenho, dos programas de gestão de felicidade, dos planos de formação, dos planos de carreira, dos modelos de gestão de ideias, dos modelos de gestão de talento, entre outros, são temas bem atuais, que têm merecido uma particular e crescente atenção, por parte, de inúmeros lideres.

Concluindo, quis o destino que as gerações atuais fossem confrontadas com um desafio de proporções e consequências inimagináveis. Nestas circunstâncias, repletas de incerteza e de algum ceticismo, é fundamental que os líderes, quaisquer que sejam os desafios com que cada um se defronta, tenham um quadro de referência sobre o futuro. Tenham um horizonte de esperança. Afinal de contas, citando Peter Drucker: “Não podemos prever o futuro, mas podemos criá-lo.”

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