Aprendizagem versus Prática

Aprendizagem e desenvolvimento ISCSP - comunicaRH

Na entrevista de hoje, Iúri Branco, Parceiro de Conteúdo da comunicaRH, foi perceber como os estudantes sentem o início da sua carreira profissional, nomeadamente na face do estágio.

Inês Ribeiro, estudante Gestão de Recursos Humanos do ISCSP, fala sobre a correlação entre a aprendizagem e a prática no local de trabalho.

O ensino superior preparou-te de que forma para a entrada para o mercado de trabalho / estágio?

A frequência do curso de Gestão de Recursos Humanos foi um contributo importante para o estágio, pois não só me tem permitido adquirir conhecimentos na área de recursos humanos, como também em outras áreas transversais no mundo empresarial, tais como informática, marketing e finanças, que me permitiram compreender melhor a dinâmica da empresa. Além disso, na minha perspetiva, o curso proporcionou-me também o desenvolvimento de diversas softskills muito valorizadas no mercado de trabalho, tais como o trabalho em equipa e a capacidade de adaptação, nomeadamente, porque tive de me adaptar às mudanças nos métodos de ensino ao longo de toda a licenciatura.

Quais as principais semelhanças e diferenças entre as aprendizagens no estágio e no ensino superior?

No meu ponto de vista, a aprendizagem no ensino superior tem um carácter mais teórico e procura apelar à reflexão e ao domínio das mais variadas áreas dos recursos humanos. Por este motivo, o plano curricular do curso procura ser o mais abrangente possível. Por outro lado, a aprendizagem no estágio teve um caráter mais prático e, neste sentido, assimilei mais facilmente os seus procedimentos numa perspetiva a longo prazo.

O que pensas relativamente a um equilíbrio entre a teoria no ensino superior e a prática no estágio?

Considero que o facto de ter realizado o estágio ao mesmo tempo que frequentei o curso fez-me despertar um maior interesse para determinadas matérias abordadas nas aulas, uma vez que as mesmas estavam muito presentes no dia-a-dia do estágio e, dessa forma, pude melhor compreender como eram aplicadas na prática.

O curso correspondeu às tuas espectativas? E o estágio?

O curso não correspondeu inteiramente às minhas expectativas, pois esperava que tivesse uma componente mais prática. Por exemplo, senti falta de dinâmicas de simulação de entrevistas que são essenciais na área.

O estágio foi ao encontro das minhas expectativas. Ter tido a oportunidade de iniciar o meu percurso profissional na Flying Tiger foi, em dúvida, uma experiência enriquecedora. Fiz parte de uma equipa com a qual me identifiquei desde o primeiro dia e que sempre se mostrou disponível para me orientar ao longo de todo o estágio e com a qual pude desenvolver as minhas competências.

Qual o melhor aspeto do curso e o que poderia melhorar? E no estágio?

Um dos aspetos que considero mais positivos no curso é a oportunidade de adquirir não só conhecimentos específicos da área, nomeadamente Direito do Trabalho e Processamento salarial, como, também, noutras áreas úteis para o desempenho de funções de recursos humanos, como informática de gestão. Um aspeto a melhorar no curso seria os estágios serem uma componente obrigatória do plano curricular.

Relativamente ao estágio, os aspetos mais positivos foram o ambiente de trabalho que encontrei, descontraído e dinâmico, bem como, ter tido oportunidade de trabalhar e aprender com uma equipa de Recursos Humanos experiente.  Além disso, a possibilidade de começar numa vertente mais generalista e ter tido autonomia na realização de algumas tarefas, permitiu-me aprender e ter uma visão geral sobre os procedimentos na área de Recursos Humanos. Por outro lado, dado o caráter generalista do estágio, não me permitiu aprofundar os meus conhecimentos e desenvolver competências numa área específica.

Achas necessário / irás fazer (ou já fizeste) um mestrado ou uma pós graduação na área que estudaste?

Pretendo continuar a aprender e a alargar os meus conhecimentos na área da gestão dos recursos humanos, sobretudo, em áreas que não tenham tido muito enfoque ao longo do curso, como as áreas de People Analytics e Compensação e Benefícios. Para esse efeito, considero frequentar um mestrado ou uma pós-graduação nestas áreas ou em outras que poderão constituir uma mais-valia para o desempenho de funções nos recursos humanos. Contudo, pretendo, após terminar a licenciatura, ter outras experiências profissionais, com o objetivo de perceber qual a área nos Recursos Humanos que mais me identifico e, posteriormente, tomar uma decisão mais ponderada sobre qual a área que fará mais sentido retomar os estudos.

O estágio ajudou-te a decidir se continuarias a estudar ou a prosseguir de imediato uma carreira nessa área?

Sim, o estágio ajudou-me o tomar a decisão de, no imediato, explorar as oportunidades existentes no mercado de trabalho, até porque, dado o seu caráter generalista, tenho a necessidade de trabalhar e aprofundar os meus conhecimentos numa área mais específica.

Sentes-te ou sentias-te preparado para a entrada no mercado de trabalho no final do estágio?

Não me sinto completamente preparada, mas tenho a certeza que me sentiria muito menos se não tivesse tido uma experiência durante curso, dado que se tratou de um percurso de aprendizagem constante e que contribuiu muito para o meu crescimento, motivação e para que possa prosseguir com mais confiança para outros desafios.

O que esperas do mercado de trabalho e do futuro da tua carreira profissional?

Tenho a perceção que o mercado de trabalho na área dos recursos humanos é um mercado cada vez mais dinâmico, em que tanto se valoriza a polivalência, como também a especialidade numa determinada área e em que, fruto da transformação digital, os processos são cada vez menos burocráticos, permitindo um foco mais estratégico, no que diz respeito a estratégias de comunicação e motivação dos colaboradores. Neste sentido, considero que a capacidade de comunicação, dinamismo e criatividade são competências que cada vez mais valorizadas nesta área, e que tenciono desenvolver. Num futuro próximo, espero encontrar oportunidades nas quais possa adquirir mais experiência na área e, posteriormente, conciliar o trabalho com um mestrado ou pós-graduação.

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