Carlos Chipanga

Networking Agent, Recruiter, Managing Director and Founder Midzi Simba Lda

A transformação da área de Recursos Humanos

A área de Recursos Humanos teve uma considerável evolução ao longo dos anos de um modelo de gestão de departamento burocrático preocupado em gerir a folha de pagamento e contratar pessoas, para um modelo de gestão estratégica de pessoas e procedimentos internos. Neste contexto novo, as pessoas são vistas como ativos pertencentes à organização e fundamentais para o seu sucesso.

Com a chegada da Pandemia do COVID-19, as empresas, e algumas pessoas no geral encontraram em um problema Global soluções para o seu dia-a-da.

E como esperado, os profissionais de Recursos Humanos são chamados a desempenhar uma função de impulsionador dos negócios, adaptando-se desta maneira às novas exigências profissionais e de consumo, significando com isso, antecipar tendências atuais advindas dessa ameaça global e acelerar processos internos de forma a estar apto para dar vazão a essa nova frente.

A área de recursos humanos passa a ter a responsabilidade de assegurar o cumprimento das medidas inovadoras na prevenção do covid-19, proporcionando todas as ferramentas de saúde necessárias juntamente com as equipas de HST (em empresas industrializadas).

Devendo desta forma reduzir o máximo possível o risco de contágio no seio do trabalho através dos  mecanismos por considerar:

– Assegurar a entrega materiais de trabalho adequados para poderem conectarem-se remotamente sempre que necessário (laptops, modems etc..;

– Introduzir critérios de avaliação de desempenho dentro do novo contexto conjuntural;

– Assegurar o cumprimento escrupuloso das presenças diárias depositadas no sistema de assiduidade online;

– Organizar escalas de trabalho de forma a não exceder 50% da capacidade diária das empresas;

– Organizar meios de transporte privados para os colaboradores de forma a evitarem transportes públicos (somente para os que não possuem meio pessoal;

– Introduzir sistemas de entrevistas de emprego online.

E mais do que isso, as equipas de trabalho devem ser envolvidas em formações periódicas de refrescamento sobre o covid-19 e também o progresso da doença em moçambique e no mundo esperando-se maior consciencialização no seio laboral.

Todos esses mecanismos tornam-se essenciais mas não são suficientes para acompanhar as novas tendências do mercado pois sem elas a funcionar os colaboradores e suas famílias poderão estar em risco eminente ao COVID-19. É preciso que desta forma, haja uma forte presença dos RH nos processos e principalmente no dia-a-dia dos colaboradores.

Em face do exposto, surge a questão de fundo “Estarão os RH prontos para assumir essas novas dinâmicas?”.

Conclusão

Em Moçambique, algumas empresas viram na pandemia, uma possibilidade de suspender os vínculos contratuais usando o plasmado no número 5 do artigo 123 da lei de trabalho de Moçambique por alegadas razões económicas  que compreendia o pagamento de primeiro mês 75 % do salário, no segundo 50% e, no terceiro, 25% respetivamente.

Sendo a covid-19 uma pandemia com término incerto, em Moçambique tem havido uma crescente implementação de medidas com vista a fortalecer o uso das TIC’s de forma a reduzir o contacto nos locais de trabalho.

Estas medidas partem desde a adopção de vendas online, serviços de entrega de produtos porta-a-porta, formações online, entrevistas de emprego online bem como a terceirização de serviços em regime de outsorcing.

Com o novo cenário, a adoção de novas medidas é mandatário para salvaguardar a saúde e o bem estar dos colaboradores e suas famílias.

Contudo, tem sido difícil fazer garantir uma gestão efetiva dos processos atuais, mas isso só torna o trabalho dos RH mais excitante e desafiador rumo a servir melhor o que as empresas tem que são as pessoas.

This Post Has One Comment

  1. Fernando Mazive

    Boa observação da necessidade de se olhar para os colaboradores com membros fundamentais para o desenvolvimento da empresa. Conhecimento e experiência não se comprar adquire se com o tempo

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