Liderança: Saber dizer não, não chega!

Liderança: Saber dizer não, não chega - comunicaRHLiderança: Saber dizer não, não chega

Durante anos li, ouvi e foi-me incutido que uma das características mais importantes para ser Líder é “saber dizer que não”! Apesar de ser uma verdade inequívoca, acredito que mais importante que saber dizer que não, é um Líder saber dizer que sim no momento certo.

A criação de regras, processos e procedimentos são fundamentais para o bom funcionamento das organizações. Se por um lado são difíceis de criar, por outro, normalmente protegem o líder nas suas tomadas de decisão, servindo para justificar a recusa de um pedido de exceção à regra ou de algo que não estava previsto ocorrer de determinada forma.

Este artigo pretende demonstrar que é necessária coragem, abertura, confiança, conhecimento, legitimidade, flexibilidade e humanismo para um líder dizer que sim a uma exceção, e que esse sim pode ter um impacto incrível nas pessoas, tanto nas que são impactadas diretamente com a decisão, como as que têm de a operacionalizar. Compreendendo que aceitar constantemente exceções pode igualmente criar desmotivação e descrença nos processos instituídos por quem operacionaliza no seu dia a dia essas decisões, hoje desafio-vos a ver a outra face da moeda.

Acredito que dizer que sim a um pedido de exceção pode gerar inovação e potenciar relações de confiança, aumentando níveis de lealdade, bem como de compromisso e de motivação.

As pessoas sentirem que o seu líder quebra barreiras para lhes dar oportunidades de fazer diferente, de errar e testar coisas novas, pode ter efeitos muito positivos na gestão de equipas, cultivando a humanização das organizações, trazendo emoções para as decisões.

Por outro lado, se um líder responde sempre que não a um pedido de exceção dos seus colaboradores, o mindset das pessoas tende a tornar-se limitado e formatado, perdendo a elasticidade que um dia esse mesmo líder pode precisar que a sua equipa tenha para transformar a organização e o negócio.

Acredito que devemos incentivar e educar as nossas equipas a questionarem-se a si mesmo e aos outros, estando permanentemente atentos ao que os rodeia, procurando fazer sempre mais e melhor, não se contentando com o básico e não se deixando estagnar, evitando tornar-se em alguém que segue apenas o procedimento. Este mindset irá potenciar níveis mais elevados de criatividade nas equipas, criando condições para que sejam constantemente encontradas melhorias e eficiências organizacionais.

O sentido crítico e a comunicação são essenciais para enfrentar os desafios das organizações modernas, onde a evolução/transformação é constante.

Os processos devem ser desenhados para servir as pessoas/organizações e não o contrário, devendo estar em constante revisão e adaptação. Humanizar processos é essencial para a experiência das pessoas nas e com as empresas.

É a oportunidade de fazer diferente, de inovar, de acrescentar valor ao processo e por vezes de quebrar as regras, que nos confere uma sensação de liberdade que nos torna humanos e que nos distingue dos robôs e das máquinas. Mesmo com a presença da inteligência artificial nas organizações, será sempre necessário tomar decisões, quebrar paradoxos, adaptar e melhorar, e nada o faz com a velocidade e eficácia das pessoas.

Enquanto líderes, o nosso papel passa por tentar garantir que flexibilidade, criatividade, inovação, organização, planeamento e padronização conseguem coexistir nas organizações. A experiência diz-me que a resposta para esta fórmula resultar, está na capacidade de decisão e no bom senso e esses são pilares essenciais da liderança.

É a capacidade de dizer que sim de forma disruptiva, que irá continuar a distinguir os grandes líderes. Na minha perspetiva, saber dizer que não, é “apenas” uma das tarefas de um líder, enquanto dizer que sim é a sua verdadeira missão!

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