Neto Mello

Diretor de Recursos Humanos, 24 anos atuando em empresas nacionais, multinacionais e familiares. Graduado em Engenharia Mecânica pela UNESP, graduado em Psicanálise Clínica, dois MBA’s em Logística Empresarial e Gestão De Negócios, pós-graduado em Gestão de RH e especialização em Relações Sindicais e Trabalhistas e Leadership pela IMD University em Lausanne, Suíça. É também palestrante e conselheiro de empresas.

“Liderança e aprendizagem são indispensáveis um ao outro” John F. Kennedy

O líder do século XXI é o líder antes de tudo humano, na melhor acepção dessa palavra tão desgastada pelo uso vulgar. Misericórdia é o termo que melhor define esse líder, pois em latim o prefixo “miseri” significa miséria, enquanto o sufixo “cordia” vem de cordus e significa coração.

Portanto, ser um líder com misericórdia significa olhar com o coração para a miséria do outro, olhar para suas dores, angústias, mágoas e frustrações com empatia e desejo genuíno de compreendê-lo. Todo subordinado tem essas angústias e frustrações, e é preciso enxergá-lo como um ser humano, não apenas como um funcionário que executa determinadas funções e tem um número no crachá.

As pessoas não se queixam da empresa, mas sim dos seus líderes.

A falta de contato, de respeito e de carinho geralmente é o que provoca isso. Hoje é possível falar de amor nas empresas de uma forma mais natural, mas quando eu comecei a falar sobre esse tema alguns anos atrás, as pessoas me achavam meio esquisito, pois ainda vivíamos a realidade engessada dos antigos modelos de gestão e chefia.

Em tempos tão conturbados como os de hoje, mais do que nunca, é preciso falar de amor, pois somos seres humanos vivendo experiências corporativas e não seres corporativos vivendo experiências humanas, e as pessoas estão precisando de amor em qualquer lugar desse mundo moderno tão acinzentado.

Sendo assim, o papel do líder é muito maior do que muita gente inicialmente imagina, indo dos aspectos técnicos aos comportamentais e sentimentais com a mesma carga de entrega e dedicação.

Além disso, esse é sem dúvida um caminho sem volta. Se você é um líder que não está conseguindo atingir os resultados almejados e planejados, experimente ser mais empático com sua equipe: dê bom dia ao chegar, olhe nos olhos, respeite os seus liderados, pergunte como está a família, etc.

É necessário ir à raiz do problema, o que está diretamente ligado ao autoconhecimento. Sempre digo que isso pode ser solucionado com a prática de alguma modalidade de terapia, processo que vai ajudar esse líder a se conhecer de dentro para fora, o que aumenta seu autocontrole e sua capacidade de lidar com as pessoas de uma forma positiva e assertiva.

O famoso aforismo do grego antigo “conhece-te a ti mesmo” acaba por ser a base de tudo, mesmo tendo sido erigido há milhares de anos.

“O desafio da liderança é ser forte, mas não rude; ser gentil, mas não fraco; ser ousado, mas não um valentão; ser humilde, mas não tímido; ser orgulhoso, mas não arrogante; tenha humor, mas sem loucura.” Jim Rohn

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