Pedro Antunes

Diretor de Recursos Humanos na Fábrica de Tintas 2000

O título deste artigo remete para o filme de Charles Chaplin de 1936, o qual aborda a relação homem-máquina no início do século XX.

Quase 100 anos passados sobre a estreia deste filme a relação homem-máquina continua na agenda do dia, o que alterou foi a abordagem ao tema.

Há 100 anos debatia-se a maquinização do homem, hoje debate-se a humanização das máquinas.

A delegação de funções do homem para a máquina começou há mais de 200 anos, com a revolução industrial. A fiação mecanizada, os motores a vapor e as primeiras máquinas-ferramentas datam já do início do século XIX. Com o aparecimento da informática, na segunda metade do século XX, os avanços nesta área começaram a ser exponenciais e as máquinas a realizar cada vez mais funções que se pensavam ser exclusivamente do homem.

Atualmente estamos a entrar numa nova era, está a chegar uma nova forma de trabalhar. Assistimos à convivência entre homens e máquinas em praticamente todas as profissões, o que se traduz no aumento de produtividade dos colaboradores e das empresas.

Mas com máquinas cada vez mais poderosas precisamos de colaboradores cada vez mais talentosos para as operar, o que para os recursos humanos de qualquer empresa levanta a seguinte questão:  Como atrair, recrutar e manter colaboradores talentosos?

Este é um grande desafio dos tempos modernos.

As gerações mais recentes cresceram com uma ideia de aldeia global enraizada. Emigrar para estudar, ou para trabalhar, não é mais uma dor de cabeça como era para as gerações anteriores. Hoje, a dificuldade para um jovem de Leiria ir estudar na Polónia ou arranjar um emprego na Austrália é equivalente à de um jovem do Porto, há umas décadas atrás, ir tirar um curso universitário a Coimbra ou arranjar um emprego em Lisboa.

O mundo tornou-se mais pequeno e a procura por recursos humanos cada vez mais global.

Hoje é possível morar numa aldeia do interior de Portugal e trabalhar para uma empresa de Silicon Valley. Esta oferta de emprego a uma escala global, especialmente visível nas áreas da tecnologia de informação e da programação informática, contribui para a dificuldade em atrair e recrutar jovens talentos em algumas áreas de atividade.

As expectativas das pessoas alteraram-se. Os empregos já não são para toda a vida e os jovens já não seguem o exemplo dos seus pais. Enquanto os pais procuravam empregos seguros, que lhes oferecessem estabilidade financeira e social, muitas vezes sem nenhum gosto pela função que desempenhavam, os filhos, por sua vez, procuram essencialmente projetos que os estimulem, o que se torna um problema quando se trata de os fixar.

Por tudo isto, podemos afirmar que atualmente, trabalhar num departamento de recursos humanos é uma tarefa complexa e estimulante.

No Grupo Tintas 2000 estamos conscientes desta realidade e reinventamo-nos diariamente para sermos um exemplo de inovação na gestão de pessoas, mantendo os talentos existentes e abrindo as portas à admissão de novos.

E no futuro? Continuarão os recursos humanos e as pessoas por eles admitidas a ter um papel preponderante na produtividade das empresas ou perderão importância?

Como tem sido anunciado, o futuro do trabalho passará pela robótica, pela automação e pela inteligência artificial. A máquina tenderá a substituir o homem, o que significa que a importância do homem será cada vez menor, mas…, será mesmo assim?

Se admitirmos que as máquinas não se enganam, a qualidade do trabalho produzido será igual em todas as empresas. Então o que fará a diferença entre elas? O que fará com que uma empresa seja mais competitiva do que outra, se ambas produzem com qualidade e sem erro?

A resposta é simples: o Homem!

Numa era em que as máquinas tornarão o trabalho igual, serão as pessoas a fazer a diferença.

No Grupo Tintas 2000 orgulhamo-nos de colocar sempre as pessoas em primeiro lugar.

Há 40 anos que gerimos talentos, sempre com a premissa de “a pessoa certa no lugar certo”.

Vamos continuar a formar pessoas, para o trabalho e para a vida!

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